sexta-feira, 2 de setembro de 2011

A gente entende...


"Só chegamos à primavera após suportar os rigores do inverno"

Às vezes a vida nos mostra novos caminhos, que parecem escuros, incertos, e com medo das mudanças e do desconhecido acabamos ficando no mesmo lugar. Eis que um dia ela nos obriga a seguir em frente, mesmo contra a nossa vontade. E nós, despreparados e sem entender, nos revoltamos. Achamos que não vamos aguentar o peso do novo e pensamos que poderíamos ter feito tudo diferente.
E só depois de um tempo – e sabemos que ele não tem pressa – é que conseguimos enxergar e entender o significado de tudo. A escuridão se esvai e você percebe que tudo o que acontece é para o nosso bem. Entende que coisas boas se separam para que coisas ainda melhores se juntem. Que algumas coisas se perdem para que outras maravilhosas aconteçam.
Que tudo tem um momento, que as coisas passam mesmo e que as mudanças são necessárias, afinal, delas depende o nosso crescimento, ou mais que isso: nosso amadurecimento. Percebemos que as coisas temporariamente “ruins” ensinam muito mais que as que consideramos boas.
Aprendemos que saber esperar é uma virtude. Que os dispostos é que se atraem. Que tudo depende apenas de nós. Que não ter tudo o que se pede, muitas vezes, é um golpe de sorte. E por fim, entendemos o mais importante: que a vida sabe o que faz. E então, podemos voltar ao nosso estado de paz e conseguimos recomeçar.

4 comentários:

Dayane Ok. disse...

É por isso qeu eu criei a teoria da bezatacil: Algo extremamante doloroso, que faz vc pensar que foi a pior dor da sua vida, mas que tem o poder de te curara até do que vc nem sabia que tinha. Ou até mesmo,um parto:Após todos o sofrimenteo, vem ao mundo uma nova criatura.

Dayane Ok. disse...

E não,eu não sou uma anlfabeta, como parecece ¬¬"!

The Morning Star disse...

Pois é =)

Bem-vinda ao meu teorema do infalível equilíbrio Universal. É ele quem cuida para que todas as coisas sempre saiam bem. Depois mal, e depois bem. E assim por diante. É tudo necessário para que haja o equilíbrio que constitui o Universo. Parece clichê, mas é tudo físico, termodinâmico, químico, maravilhoso e fantástico. Apenas relaxe, curta a vida e deixe que o infalível equilíbrio sempre cuide de tudo ^^

Marco Romer disse...

Estar preparado para o novo é imprescindível. Mas nós, seres humanos, nos acostumamos ao conforto do "mal conhecido", acreditamos que estarmos familiarizados com nossa própria dor nos dá poder sobre ela, uma estúpida ilusão. Abrir mão dessa dor é também motivo de luto, estamos nos libertando de algo que nos ensinamos (falsamente) faz parte de nossa vida, um tesouro macabro que escondemos em baús escuros da lembrança, cujas chaves nós engolimos com orgulho. Um orgulho tão besta e vil que nem mesmo o melhor dos vinhos faz descer suave garganta abaixo. É melhor viver logo esse luto, melhor mesmo é deixar que a dor, que a lembrança, que o apego, tudo isso se vá logo, mesmo que ainda doa uma dor final, lancinante, pungente, que doa a ponto de nos fazer vomitar esse orgulho, essa nossa mania de querer vestir o sofrimento como uma medalha. Então encarar o novo é como encarar uma tela em branco, cheia de possibilidades, e não um vazio que nos quer sugar e nos deixar náufragos de nossas memórias.