terça-feira, 16 de dezembro de 2008

E chegamos tão perto...

Eu lembro da gente ali sentado na grama,
No parque, a observar,
O sol, as flores, a inocente criança
Que livre podia brincar...
O sol, o desenho das nuvens, sob o céu...
O vento e o meu cabelo ao léu...

Eu lembro da gente ali no banco da praça...
Traçando planos que não vão chegar,
Observando estrelas e achando graça,
Pensando pra onde viajar...

Eram dias, eram noites,
Até que a alegria se entristeceu,
E os sonhos foram só sonhos,
Da realidade que não aconteceu...

É hora de dizer adeus...
Eu não consigo mais agüentar,
Fazer as pazes ou terminar.
Fizemos de tudo pra tentar...
Mas nem meus erros, nem os seus,
Puderam nos ensinar...

Eu não sou mais a mesma...
Você não era o príncipe dos meus contos,
Não da forma que sonhei,
Em vão esperei, me entreguei,
Pra nunca mais voltar pra mim...

Tropeçamos, caímos...
Dessa vez pra não levantar,
Nós já tentamos, insistimos,
O que tinha pra poder salvar...

Mas é hora do adeus,
De apagar de vez cada passo teu,
De não ouvir mais nossa doce sinfonia...
De jogar as estrelas que você me deu,
Que o “nosso” teto um dia teria...

É hora de arrancar as fotos,
Pra nunca mais voltá-las em seus lugares
(Mas... quais eram seus lugares afinal?)
É hora de deixar pra trás
Tudo o que não deu tempo de ser,
O tempo se esgotou e não volta mais...

É hora de se preparar,
Não vai ser tão fácil assim...
O telefone não vai mais tocar,
Será que você também vai lembrar de mim?

Um dia prometi a você,
“Todo o amor que houver nesta vida”
E este sempre será seu,
Independente de sua partida...

Agora o que nos separa é mais do que uma estrada,
E tudo fica tão mais distante...
Não haverá mais o brilho nos olhos da chegada,
Só o gosto amargo do último instante.

Nossos corações ainda doem,
E gritam, querendo reviver...
Não há o que possamos fazer,
Agora apenas as lágrimas dirão...
Se tudo o que fizemos foi em vão...

E a gente chegou tão perto,
Quase no céu, quase na lua,
Uma pena que não deu certo...
E a culpa não é minha, nem sua.

Karina Perussi (dez/2008)

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

O pra sempre, sempre acaba...


Nosso maior erro está em achar que nossos relacionamentos serão “para sempre”. Acreditamos demais, nos decepcionamos demais... Logo, o que mais nos frustra são os sonhos que acabam ficando para trás, as promessas que nunca se cumprirão, os momentos que nunca mais irão se repetir. O abraço forte da depedida, o sorriso e o brilho nos olhos da chegada... O chocolate dividido na rodoviária pouco antes de um embarque... A roupa suja de terra depois de brincar de se jogar na grama.
E você vê desabar os sonhos, desde os mais simples como colar estrelinhas brilhantes no teto, até aquela viagem onde tenha neve e se possa ficar abraçadinho pra passar o frio. E você sofre ao ter que arrancar a força, contra sua própria vontade, as fotos do mural que aos poucos vai ficando vazio, a foto do porta-retrato que você olhava todos os dias quando acordava... O vazio ultrapassa nosso interior e toma conta de tudo a nossa volta.
E não há mais sentido em passar os dias riscando o calendário, nem em passar as noites vendo a lua... Você sabe que o telefone não vai tocar, ou melhor dizendo, cada vez que ele toca é um susto, uma esperança que se interrompe no segundo seguinte ao dizer “Alô”...
É não é fácil pra ninguém... partidas provisórias machucam, partidas definitivas nunca cicatrizam. E não há tempo que cure, qualquer grão de areia que toque a ferida traz a tona toda a dor do início. E não há distância que cure, porque os pensamentos e lembranças vivem voando por todos os lugares, entrando em nossa mente sem nossa permissão, não importa aonde estamos. Nesse momento, os sonhos podem adormecer por um bom tempo, e talvez demorem muito para acordar. Só devo fazer o possível para que eles não morram de vez. E tomara que a dor também não seja para sempre...

Karina Perussi

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Distância... não é tão difícil assim...

Nunca acreditei que distância fosse um problema para quem ama. Porque o amor é infinito, a distância não. E sempre há meios para se chegar a qualquer lugar: automóvel, ônibus, avião, navio, até mesmo foguete.
Não se pode medir o amor como se mede uma estrada. E nem se percorrem rodovias como se percorrem os caminhos do coração. Os caminhos do coração são mais difíceis, pois são cheios de buracos, desvios, barreiras quase intransponíveis, altos e baixos.
Além disso, você deve estar preparado para certas ocasionalidades, como por exemplo, fulano ou fulana querendo lhe “ultrapassar” pra chegar primeiro. Nesse caso, você deve confiar em você e acreditar que tirou carta na melhor auto-escola do mundo: na sua própria vida.
Portanto, uma vez chegada a reta final desse árduo caminho, acho que aquela estrada medida, quilometrada, fica pequena, quase que insignificante... e acaba não sendo nenhum problema, talvez a solução.

domingo, 3 de agosto de 2008

Antes... do que tarde demais...

Hoje eu passei o dia nervosa, estressada com coisas... com pessoas e fatos que me decepcionaram.
Fui fria com as pessoas. E depois parei pra pensar... Exatamente hoje era pra ser aniversário do meu amigo, que veio falacer há 5 meses em um acidente fatal. Achei estranho tudo aquilo terminar assim, tão de repente, numa colisão na "freeway". Ele tinha muitos sonhos.
Fazia algum tempo que eu não falava com ele, e quando ele se foi, senti remorso por vários motivos.
Será que vale a pena passar nervoso ou ficar sem falar com quem vc ama por causa de coisas "bestas"? Será que vale a pena guardar rancor, remoer fatos passados?
Não. Não vale! Voce pode acabar se arrependendo e aí... já pode ser tarde demais.
Não vou perder tempo odiando ou sendo fria, mesmo com as pessoas que me magoam. Elas devem ter seus motivos. Ou talvez eu tenha mesmo que ser mais compreensiva.
E sei que não é fácil esse tipo de "reeducação", mas não custa tentar.
Deve-se amar e saber perdoar enquanto estamos aqui. Nunca saberemos se amanhã será possível. As pessoas podem partir sem se despedir, ou nós podemos partir sem poder dizer tudo o que precisamos. É como ter que sair no melhor da festa sem se despedir de ninguém, sem ter ouvido tocar a sua música preferida.
Hoje eu não posso dar um abraço de Feliz aniversário no meu amigo.
Mas eu posso perdoar e dar vários abraços em que está [ainda] aqui do meu lado, e nunca se apegar a coisas pequenas e inúteis da vida.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Liberdade...

Querer ser livre.
Ter como direito ser livre.
Libertar-se de... sei lá o quê.
[ou quem]
Sair sem hora pra voltar,
Sem hora pra voltar a sair.
Eu volto em casa quando tudo melhorar,
Quando tudo tiver um sentido,
Quando a alma puder voar
E ir pra qualquer lugar.
Procurar carinho.
Calma.
Abrigo.

Poder admirar o sol,
Ou o vento levando as nuvens.
Atravessar a cidade, ou mais.
Olhar com os olhos de uma criança,
Onde tudo é [parece] tão belo.
Chegar mais tarde sei lá aonde.
[mas que seja bem longe]
Tentar entender porque as coisas são como são,
[embora não encontrarei as respostas]
Molhar o cabelo na chuva,
Sujar a barra da calça no chão úmido...
Passar horas colhendo folhas,
Do outono tom sépia,
E guarda-las como lembranças...
[sei lá do quê, ou de quem, não importa]

E quando tiver que voltar...
Se a saudade bater,
Também eu vou bater à porta
Voltando pelo mesmo caminho,
Mesmo que só pra dizer:
Eu estava certa,
Tudo podemos,
Se molhar na chuva em pleno verão,
Driblar a solidão
Como as águas driblam as pedras
Ser livre,
Sonhar,
Ir tão longe,
Até mesmo voar...

sexta-feira, 6 de junho de 2008

A DOR QUE DÓI MAIS

Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, dóem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é saudade.Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que já morreu. Saudade de um amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, quando se tinha mais audácia e menos cabelos brancos. Dóem essas saudades todas. Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o aeroporto e ele para o dentista, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã. Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é não saber. Não saber mais se ele continua se gripando no inverno. Não saber mais se ela continua clareando o cabelo. Não saber se ele ainda usa a camisa que você deu. Não saber se ela foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ele tem comido frango de padaria, se ela tem assistido as aulas de inglês, se ele aprendeu a entrar na Internet, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua fumando Carlton, se ela continua preferindo Pepsi, se ele continua sorrindo, se ela continua dançando, se ele continua pescando, se ela continua lhe amando.
Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber. Não querer saber se ele está com outra, se ela está feliz, se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim, doer.

Martha Medeiros

sábado, 24 de maio de 2008

A Pena de Pavão...


Conta uma lenda árabe que um nômade do deserto resolveu, certo dia, mudar de oásis.
Reuniu todos os utensílios que possuía e de modo ordenado, foi colocando-os sobre o seu único camelo.
O animal era forte e paciente. Sem se perturbar, foi suportando o peso dos tapetes de predileção do seu dono.
Depois, foram colocados sobre ele os quadros de paisagens árabes, maravilhosamente pintados.
Na seqüência, foram acomodados os objetos de cozinha, de vários tamanhos.
Finalmente, vários baús cheios de quinquilharias. Nada podia ser dispensado. Tudo era importante.
Tudo fazia parte da vida daquele nômade, que desejava montar o novo lar, em outras paragens, de igual forma que ali o tinha.
O animal agüentou firme, sem mostrar revolta alguma com o peso excessivo que lhe impunha o dono.
Depois de algum tempo, o camelo estava abarrotado. Mas continuava de pé.
O beduíno se preparava para partir, quando se recordou de um detalhe importante: uma pena de pavão.
Ele a utilizava como caneta para escrever cartas aos amigos, preenchendo a sua solidão, no deserto.
Com cuidado, foi buscar a pena e encontrou um lugarzinho todo especial, para colocá-la em cima do camelo.
Logo que fez isso, o animal arriou com o peso e morreu. O homem ficou muito zangado e exclamou:
Que animal mole! Não agüentou uma simples pena de pavão!
Por vezes, agimos como o nômade da história. Não é raro o trabalhador perder o emprego e reclamar: Fui mandado embora, só porque cheguei atrasado 10 minutos.
Ele se esquece de dizer que quase todos os dias chega atrasado 10 minutos.
Outro diz: Minha mulher é muito intolerante. Brigou comigo só porque cheguei um pouquinho embriagado, depois da festinha com os amigos.
A realidade é que ele costuma chegar muitas vezes embriagado, tornando-se inconveniente e até agressivo.
Há pessoas que vivem a pedir emprestado dinheiro, livros, roupa para ir a uma festa, uma lista infindável.
E ficam chateadas quando recebem um não da pessoa que já cansou de viver a emprestar!
Costuma-se dizer que é a gota d'água que faz transbordar a taça. Em verdade, todo ser humano tem seu limite.
Quando o limite é ultrapassado, fica difícil o relacionamento entre as pessoas.
No trato familiar, são as pequenas faltas, quase imperceptíveis, que se vão acumulando, dia após dia.
É então que sucumbem relacionamentos conjugais, acabam casamentos que pareciam duradouros.
Amizades de longos anos deterioram. Empregos são perdidos, sociedades são desfeitas.
Tudo se deve ao excesso de reclamações diárias, faltas pequenas, mas constantes, pequenos deslizes, sempre repetidos.
Mentiras que parecem sem importância. Todavia, sempre renovadas.
Um dia surge em que a pessoa não suporta mais e toma uma atitude que surpreende a quem não se dera conta de como a sobrecarregara, ao longo das semanas, meses e anos.

domingo, 18 de maio de 2008

Saudades de mim...


Ontem fui assistir uma palestra com o Washington Olivetto. Gostei muito! Até da falta de modéstia que lhe é peculiar! heheh, mas enfim, tirei bom proveito de suas palavras, e sim... chorei assistindo a nova propaganda do bombom "Serenata de amor", é linda mesmo! Passei a tarde com a Dressa, a Bruna e a galera da facul, e voltei pra casa... O dia foi ótimo, exceto seu final, que como tudo na minha vida, sempre aparece alguém querendo estragar... E hoje, não foi um dia legal... Voce já sentiu vontade de sumir? Pois é.. faz tempinho que tenho essa vontade, queria ficar uns 6 meses longe daqui, pra distrair pelo menos, esquecer das preocupaçoes e pressões... quem sabe esquecer de mim mesma!

Saudades Imensas...

... da minha cabeça sem preocupações, da velha fazenda, do orvalho na grama, dos banhos de mangueira, da caminhada no jardim, dos banhos de riacho, da chuva e das poças que ela formava, dos tombos a cavalo (bom, cair do cavalo, caio até hoje rs), das tardes jogando vôlei, das noites jogando mega-drive, das manhãs andando de bicicleta (nem bicicleta tenho mais!), da primeira palavra que eu li, do piquenique na calçada, das árvores que subi pra poder ver "mais longe", do clube depois da aula, do natal iluminado da cidadezinha, das fogueiras de são joão, do frio q passei no onibus, da neblina de Serra Negra, da rave q eu odiei, dos amigos que eu perdi, dos churrascos que nunca mais serão os mesmos, da advertencia no primeiro colegial, do tombo na piscina (que me deixou uma cicatriz até hoje no joelho!), do fanatismo pelos Backstreet boys, do brigadeirao da padaria (que já não é o mesmo), de uma musica que eu gostava e nem sabia quem cantava, do meu chinelo amarelo fluorescente, das manhas que eu podia acordar 10 horas, da gincana do Cefam, do tombo na chuva em taquaritinga, da minha mãe, das voltas no coreto que a gente dava, de todas as manhas que ela me levava lá fora pra ver o sol nascer (ai.. e agora eu vou chorar...), do chuveirão ao ar livre que tinha no sitio, da primeira vez que eu olhei num telescópio, de quando eu achei que as luzes dos postes eram faróis de carros parados numa longa rua de Rio Preto (tá vai.. eu nunca tinha morado numa cidade grande antes...) saudades até da barra que eu enfrentei pra desistir de enfermagem, dos passeios pelas barraquinhas que vendiam camisetas de banda, do filme que mais me fez chorar até hoje (Fenômeno), das risadas nos recreios da escola, de quando eu achava que o barulho dos grilos eram as estrelas que faziam, de quando eu deitava no colchão na sala pra assistir mickey e pica-pau, da felicidade em passar na prova do cefam, de desenhar de giz no quintal, de desenhar.... das poesias que eu nao faço mais, de aguardar pela festinha de aniversário, da primeira vez que eu vi o mar, do medo do vestibular, dos abraços dos familiares q eu nao ganho mais, da minha inocência (embora digam q eu ainda tenho um pouco dela), da familia unida e completa, do primeiro salário q usei pra comprar meu violao (e q hoje nem lembro mais tocar), de quando eu pintei meu cabelo de roxo, de alguem que está longe (mas que as vezes prefere, bom sei lá!...) e das experiencias lindas e únicas... saudades de mim... enfim de tantas coisas... que daria um livro! Mas o passado é lição para se meditar, não se reproduzir. E eu tenho esperança de um bom futuro!!! (ahh... esquece tudo isso, deve ser síndrome de domingo a noite sozinha...)

sábado, 10 de maio de 2008

É...

Às vezes as pessoas têm mania de querer voltar ao passado, ou então vivem se projetando no futuro. Ficam fazendo planos e contando os dias para que o futuro tão "perfeito" chegue logo. Geralmente, as pessoas fazem isso quando percebem que o presente está uma merda. Talvez porque seja mais fácil sonhar com um lindo futuro do que tentar mudar o presente. É errado, já que ele tem costume de cair ao vão, de repente mudar de direção.
É dificil perceber que as vezes, um amigo de "confiança" te apunhalou pelas costas. É por isso que digo que ninguem merece confiança ilimitada. Nem nossa sombra.
Daí vc esta cheio de decepçoes... e vc se pergunta se vale a pena passar por tudo isso. Vale a pena ganhar uma gastrite por causa de um trabalho que te estressa? Certamente não, pois vc gastaria seu salário em remédios e consultas médicas.... É só um exemplo, afinal vc pode ganhar uma gastrite de diversas maneiras e por causa de diversas pessoas (sim, pessoas são as maiores causadoras).
Tem coisas que realmente não valem a pena. Mas não é fácil ter que mudar isso, exige muita coragem. Pra mudar, vc deve estar no "limite", caso contrário vc se acomoda mesmo, e continua a imaginar seu fututo "perfeito", suportando coisas que não te fazem bem...
Talvez, a única saída é nunca esperar demais, nem acreditar demais.
"Eu aprendi que não são as pessoas que nos decepcionam e sim nós que esperamos muito delas."
E a ilusão é o primeiro passo para a decepção, já que ninguém é perfeito...
Enquanto isso... eu ainda estou projetando o meu futuro.
"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."
Fernando Pessoa tem razão...

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Desistir... jamais!

Hoje foi um dia ruim. Aliás, péssimo. Meu colega de trabalho foi demitido aparentemente sem causa. Sim, o melhor estagiário da prefeitura, o que sempre fez de tudo e que muitas vezes faltou da aula pra trabalhar, voluntariamente, para o "chefe-mor". Sem justa causa. Talvez por defender ideais diferentes, ou por se opor a um sistema político hipócrita. Depois ainda dizem que há liberdade de expressão... HAHA...
Leva-se em consideração a vida pessoal... E se esquecem do profissionalismo.
Ou vc se sujeita à regras muitas vezes equivodacas, ou... RUA!
E não adianta fazer coisas boas durante anos, pois o primeiro deslize, por mais insignificante que seja, é o que vai contar. Não importa se vc deu seu sangue a vida toda. O seu erro é que será imortal, para sempre lembrado, em detrimento a tudo que vc fez de siginificativo.
Cada vez tenho mais nojo desse ambiente podre... Se quiser manter seu emprego, seja cego, surdo e mudo. E aprenda a apoiar erros e a condenar acertos.
Quanto mais conheço certos políticos, mais admiro os assaltantes. Assaltantes pelo menos não se camuflam atrás de ternos "Armani" e gravatas "Zegna". Uma pena que tanta gente não enxergue tanta coisa! Odeio petistas, pra mim são como morcegos.
Quanto ao meu amigo, tenho certeza que é competente o suficiente para conseguir um emprego bem melhor. Agradeço-o por tudo, absolutamente tudo o que fez de bom por mim enquanto tive o prazer de trabalhar com ele. Inclusive as piadas e trapalhadas, que descontraíam um pouco aquele ambiente "carregado". Inclusive, tambem agradeço por aguentar minhas neuroses, por me ouvir quando eu estava mal, e por atender o telefone quando eu estava mal humorada e sem vontade de ouvir blá blá blá de ninguem...
Lamento pelo fim e pela maneira que isso terminou. Mas como sempre digo, há males que vem para o bem.
Vou sentir falta. (agora, obrigatoriamente terei que decorar todos os ramais rsrs)
"Doe sangue para hospitais. Dê seu sangue por um projeto de vida, por um sonho. Mas não doe para aqueles que sempre, sempre, sempre vão lhe pedir mais e lhe retribuir jamais."
E não... nós não vamos desistir jamais!

sábado, 26 de abril de 2008

"Amar é ter um pássaro pousado no dedo.
Quem tem um pássaro pousado no dedo sabe que,
a qualquer momento, ele pode voar..."
Rubem Alves

sexta-feira, 25 de abril de 2008

O que faz você feliz?


A lua, a praia, o mar
uma rua, passear
Um doce, uma dança, um beijo
ou goiabada com queijo? Afinal, o que faz você feliz?
Chocolate, paixão
dormir cedo, acordar tarde
arroz com feijão, matar a saudade
o aumento, a casa, o carro que você sempre quis
Ou são os sonhos que te fazem feliz? Dormir na rede, matar a sede
ler, ou viver um romance?
O que faz você feliz?
Um lápis, uma letra,uma conversa boa
um cafúne, café com leite, rir a toa
um pássaro, um parque, um chafariz
ou será um choro que te faz feliz?
a pausa pra pensar…
sentir o vento, esquecer o tempo. O céu, o sol, um som
a pessoa ou o lugar?
Agora me diz, O que faz você feliz?



Eu realmente me encanto com algumas propagandas... essa do Pão de Açucar é uma delas. São propagandas que realmente fazem vc refletir, que emocionam e despertam os melhores sentimentos, assim como as do Johnnie Walker, que apesar de ser uma bebida alcoolica (um ótimo uísque escocês, por sinal), não se limita a utilizar mulheres semi-nuas para chamar a atenção... Em uma das minha preferidas, o personagem é um robô. São publicidades assim que me motivam e me mostram a cada dia que eu realmente escolhi a profissão certa!


"Eu sou mais rápido que você. Sou mais forte que você. E com certeza, vou durar muito mais que você. EU NÃO SOU O FUTURO, VOCÊ É.
Se eu pudesse desejar alguma coisa coisa, desejaria ser humano. Para saber o que significa ter sentimentos. Ter esperanças. Ter angústias. Dúvidas. Amar.
Eu posso alcançar a imortalidade: basta não me desgastar. Você também pode alcançar a imortalidade: BASTA FAZER ALGUMA COISA NOTÁVEL..."

"Eu tenho a lógica perfeita
você pode ter idéias
eu não durmo nunca
você pode sonhar..."

Johnnie walker

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Sempre assim...

Ai ai... segunda feira com cara de domingo por causa do feriado...
Eu tinha planejado o final de semana e tava cheia de expectativas! Mas nem tudo saiu como eu esperava, pq choveu, tava meio friozinho, daí nao ia dar pra brincar de guerrinha de bexiga d´água na piscina.... tbm pq a operação "cupido" não deu muito certo e aconteceram alguns enganos... é por isso que eu digo que nunca dá pra planejar nada!
Enfim, mas pelo menos pude passar 3 dias juntinho com meu amor, e cuidando dele q tava com cólica de rim, tadinho... (E eu quero continuar cuidando dele eternamente! hehehe) E qualquer momento vale a pena, não importa a hora nem o lugar, mas sim com quem vc está... (e o "eu te amo" vai ficar um tempão no display do meu celular!!!)
Daí hoje ele foi embora, e eu to preocupada pq ele nao atende o cel =(
Não vejo a hora de estar junto o tempo todo... Toda vez q ele vai embora é assim, eu fico mó triste e já começo contar os dias pra ver ele de novo.... daí eu fico pensando: "Pô... podia ser ontem uma hora dessas, pq eu tava com ele!" mas o tempo não volta atras né, entao resta pensar "Daqui alguns dias vou estar lá com ele de novo!" daqui 9 dias eu vou lá pra sampa! =)
Eu quero q esses 619 dias passem bem rápido, pq eu to cansada de despedidas na minha vida. O que me anima é que essas despedidas são temporárias, e logo tudo isso vai passar e não vai ter mais nenhuma distancia me separando de quem eu amo... mas enquanto isso, o "domingo" a noite vai ser sempre assim...

Uma coisa eu sei sobre os começos.
Os fins estão sempre lá.
Uma coisa eu sei sobre os fins.
Não há nada nos começos que os impeça a chegada.
E as linhas vão trocando cores inevitáveis.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Um dia sempre compensa o outro...

Ouvi essa frase do meu amigo Lê há um tempo atrás... E ele tem razão... por mais que tudo pareça estar uma bosta, não há nada que nao possa melhorar!
Depois de um péssimo fim de semana e uma segunda-feira trabalhando direto das 7 da manha as 4 da tarde (e o pior, sem almoço e com dor de cabeça!), ainda dá pra fazer algo divertido no resto da tarde...
Na verdade, vc sempre tem aquela amiga ou amigo que parece advinhar qdo vc tá mal... e foi assim qdo a Drê chegou em casa pedindo pra q eu fosse com ela tirar uma foto com Guilherme e Santiago (ela os ama). Mas o engraçado mesmo foi o antes e o depois... tava mó chuva, chegamos lá ensopadas e fedendo a cachorro molhado rs! Mas rachamos (e racharam) de rir com nosso guarda-chuva virando do lado avesso e com a gente lutando bravamente contra a chuva e o vento (imagine um vento forte e duas magrelas)... enfim, depois de meia hora entramos lá pra ela tirar a tão sonhada foto (cabelos daquele jeito) e deu certo! Lá também estava outra dupla sertaneja, com quem ela quis tirar fotos tbm (eu pra falar a verdade, nem sabia o nome dos caras, pq eu ODEIO sertanejo, e qdo ela disse os nomes eu perguntei bem alto: Quem??? Na certa eles sacaram q eu nao sabia de quem se tratavam... coitados! Devem ter desanimado com a baixa "ibope"...) e até eu acabei tirando foto com eles, já que eles perguntaram: E vc, nao quer tirar foto com a gente tbm? Daí ficava chato falar q nao né...
Mas foi mto divertido! sei lá, coisinha tão besta, e engraçada! talvez tbm por vc estar com alguem que faça o momento valer a pena! amo a Andressa... a gente sempre se diverte qdo inventa alguma coisa pra fazer!
Depois ainda fui pra facul... e nada como rachar de rir tentanto cronometrar um "SPOT" de 15 segundos... hahaha Mas o importante é que deu tudo certo e entregamos a tempo o trabalho pra professora, sim... de exatamente 15 segundos! rs
Quanto ao que me afligiu no FDS, acho q já estou me acostumando com a idéia (eu disse "acostumando" o que é bem diferente de "aceitando"), mas já to melhor, acho que nada nessa vida é por acaso, e se Deus coloca obstáculos e problemas é pq Ele acredita que somos capazes de superar ou de aguentar... e certas situaçoes são provisórias, nada é pra sempre! Porque um dia sempre compensa o outro...

"Nada é permanente nesse mundo cruel. Nem mesmo os nossos problemas"
Charles Chaplin

Ah! E hoje eu to de folga!!! =D

Uma matéria legal q saiu sobre como combater o pessimismo, talvez adiante:

http://entretenimento.br.msn.com/astrologia/artigo.aspx?cp-documentid=4586038

domingo, 13 de abril de 2008



Como é por dentro outra pessoa,

Quem é que o saberá sonhar?

A alma de outrem é outro universo

Com que não há comunicação possível,

Com que não há verdadeiro entendimento.


Nada sabemos da alma

Senão da nossa;

As dos outros são olhares,

São gestos,

são palavras,

Com a suposição de qualquer semelhança

No fundo.


Fernando Pessoa

Ninguém é igual a ninguém, e eu nao tenho o poder de mudar as pessoas. Na verdade, nunca quis mudá-las. Eu só queria um pouco de compreensão, mas ninguém nunca se coloca no nosso lugar. Não culpo as pessoas, culpo o mundo egoísta no qual elas foram criadas, no qual eu fui criada, pq tbm nao sou perfeita. Pedem pra se conformar e entender certas situaçoes... mas como sempre digo:
"Todo mundo é capaz de dominar uma dor, exceto quem a sente."
É aí que vc percebe se está sozinho ou não...
Bom... tá chovendo muito agora... e eu já vou dormir, pq gosto de dormir ouvindo a chuva cair...

sábado, 12 de abril de 2008

Quando eu me amar de verdade...

Tem dias que a gente acorda com um imenso vazio por dentro... (não, não é fome) E não é nostalgia também... vc se sente como se alguém estivesse tirando algo de vc, ou estivesse ocupando o seu lugar... vc simplesmente sente, daí é foda, pq vc tambem sente que não pode fazer nada pra mudar isso... (não, também não é ciúme).
É bem tipo o filme “My life without me”, qdo alguem começa a viver a vida que deveria ser sua, a diferença é que eu estou bem viva, e até o atual momento não descobri nenhum tumor em mim... (e espero nem descobrir).
Você tem até várias opções pra fazer durante o dia, como por exemplo, participar de uma coletiva com o cantor Daniel (é, eu to trabalhando na imprensa da FACIP...) ou ainda dar umas voltas no recinto da grande festa da cidade, sim, eu poderia ir nem que fosse só pra comer churros... mas vc não tem vontade, pq daí vc chega lá, sente vontade de chorar e quer vir embora na mesma hora... é a sensação de vazio, de solidão no meio de um monte de gente. Mas nem todas as pessoas pensam assim... e eu realmente queria pensar como elas.
Eu já percebi que não posso apagar o passado de ninguém, e mesmo que as vezes me incomode um pouco, isso já não me assusta mais, pq eu sei que posso fazer de tudo para que guardem no mais íntimo, não a ponto de esquecer, mas a ponto de não querer mais lembrar... O que assusta agora é o futuro, sempre imprevisível, que pode cair ao vão ou mudar de direção... deve ser resultado daquela sensação de vazio e perda, ou apenas medo mesmo, por não ter o controle de certas coisas e não poder fazer nada... Aliás, do que é que a gente tem controle nessa vida? nem das coisas que realmente são nossas, mesmo meu pota-retrato aqui do lado pode cair e se quebrar em centenas de pedacinhos de vidro...
É, talvez eu tenha mesmo tudo o que preciso, talvez só falte um pouco de amor-próprio ou auto-confiança...


“Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.E então, pude relaxar.Hoje sei que isso tem nome... Auto-estima.Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.Hoje sei que isso é...Autenticidade.Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.Hoje chamo isso de... Amadurecimento.Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.Hoje sei que o nome disso é... Respeito.Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável... Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.Hoje sei que se chama... Amor-próprio.Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.Hoje sei que isso é... Simplicidade.Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muitas menos vezes.Hoje descobri a... Humildade.Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é... Plenitude.Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.Tudo isso é... Saber viver!!!”
Charles Chaplin

É tudo o que eu preciso... mas um dia eu aprendo.

domingo, 6 de abril de 2008


Poema Transitório


(...) é preciso partir

é preciso chegar

é preciso partir

é preciso chegar... Ah, como esta vida é urgente!


... no entanto

eu gostava mesmo era de partir...

e - até hoje - quando acaso embarco

para alguma parte

acomodo-me no meu lugar

fecho os olhos e sonho:

viajar, viajar

mas para parte nenhuma...

viajar indefinidamente...

como uma nave espacial perdida entre as estrelas.



É tão triste partir quando queremos ficar, e como é triste ficar quando se quer partir... seria bom mesmo se nada fosse preciso, nem partir, nem ficar... e que não houvesse urgencia e que a distancia nada roubasse da gente por essas longas estradas da vida...
Seria bom se a cada embarque não houvessem "adeus", mesmo que breves, que não houvesse a dor nem a saudade...
Mas, mesmo sentindo a dor do adeus, ao menos ainda tenho o Lú pra sonhar, pra ansiosamente esperar, e não tenho vergonha de chorar de saudade qdo ela aperta... vou novamente contar os dias pra vê-lo voltar (ou pra eu ir...)
E rodoviárias são lugares tristes qdo as pessoas partem... mas nem sempre é assim, porque algumas pessoas também chegam, enquanto outras pessoas simplesmente viajam indefinidamente...

terça-feira, 1 de abril de 2008

Absurdooo.. só rindo mesmo....

Tem gente que mal presta atenção no que diz...
Hoje a internet caiu por aqui, todos os sistemas bancários pararam, não pudemos mandar nenhuma matéria pro jornal, enfim...
Eu estava ouvindo o rádio quando tal fato estava sendo noticiado, eis que o jornalista e locutor da Rádio diz:
“Estamos aguardando algum sinal das redes, e que volte a internet PARA QUE A NOSSA VIDA CONTINUE.”
Genteeeee! Quer dizer então que a vida não pode continuar sem internet??? Então como será que viviam nossos antepassados na Era ante-internet? Ou melhor, eles viviam? Hahaha
Concordo que ela é útil para nosso trabalho, para mantermos contato com pessoas distantes, e que se não fosse por ela eu não estaria postando aqui nesse blog, mas dar demasiada importância para tal, dizendo então que sem ela a vida não continua... é um absurdo! É como se meros aparelhos eletrônicos e as transações bancárias tivessem mais importância do que os seres humanos... Espero que o cara apenas tenha se expressado mal, afinal, ainda sinto meus órgãos vitais!... Mas se for assim, como diz o locutor, então ficamos mortos hoje por umas boas horas...

Ahhh! a internet voltou! Voltemos à vida!

Dia da mentira...


Hoje estou melhor que ontem. Todos os dias temos um momento que devemos destinar á reflexão. O meu é no ônibus, quando estou indo ou voltando da faculdade. É a única hora em que ninguém enche o saco, é só vc colocar um fone no ouvido ou virar pro lado e fingir que está dormindo que ninguém vai se atrever a te importunar. Daí consigo pensar por duas horas diárias... tanto que, ao contrario da maioria das pessoas, as vezes rezo para que o destino final não chegue tão cedo. Ontem percebi que às vezes sou “dura” e exigente demais com as pessoas, e que eu preciso aceita-las do jeito que elas são. E cara, o melhor é ser você mesmo, vc não precisa se moldar ou ficar se comparando a outras pessoas, nem tentar fazer o mesmo que elas fazem, pq de repente vc acaba se fudendo... e como diz Mário Quintana, o fato das pessoas não me amarem como eu gostaria, não significa que elas não me amem. E se elas me amam do jeito delas, vão ter que me amar tambem do jeito que eu sou.

A segunda-feira se foi (gracias!) e vem a terça... mesma rotina de sempre, chegar no trabalho as 7 horas (cara, odeio acordar cedo), ligar os rádios e ficar ouvindo (obrigatoriamente) toda e qualquer notícia a respeito da “Administração” da prefeitura, inclusive os discursos “convincentes” e demagógicos dos candidatos às eleições 2008. Alias, não há época pior do que ano de eleições, ainda mais pra quem trabalha numa prefeitura (e na assessoria de imprensa!). E todos os dias os candidatos e vereadores aparecem aqui na sala, efusivos demais, com seus sorrisos forçados (pq eles não compram uma dessas chupetas bizarras que já vem com sorrisos enormes?), suas falsas verdades, seus falsos cumprimentos e a falsa pergunta querendo saber se está tudo bem. Na verdade eles tão pouco se fudendo pra vc... Talvez a única vantagem do ano de eleição é que aí eles realmente utilizam o dinheiro público para fazer alguma coisa de utilidade pública!
Bom... hoje é dia 1º de abril, né?! Então os candidatos terão um motivo a mais pra se defender por suas mentiras, pois hoje é liberado! E hoje a gente também pode fingir que acredita neles!

domingo, 30 de março de 2008

Só pra começar...

Ahh... resolvi montar um blog, talvez ninguem perca tempo lendo as coisas q eu escrevo, mas nao faz mal pq muitas vezes eu escrevo só pra mim mesmo... Sempre usei diarios pra desabafar ou escrever as coisas que me dá vontade, mas depois eles ficam aí jogados nas gavetas ocupando espaço, aff cansei... digitar é mais facil tambem... e também se um dia eu morrer o blog vai ficar aki perdido na rede, quem gostar de mim um dia vai encontrar ele aki e talvez vai ler pra saber o que eu pensava das coisas (é assim, geralmente a gente só busca saber das pessoas depois que elas morrem)... e se fosse um diario ninguem ia ler, mesmo porque ninguem ia querer fuçar nas minhas gavetas bagunçadas pra econtrá-lo...
E eu sempre gostei de escrever pra desabafar, já que quase ninguem tem tempo pra te ouvir, acho que por isso que hoje as pessoas combinam mais com computadores do que com pessoas...
Enfim, esse post é só pra começar mesmo, já que nesse fds num aconteceu nada de extraordinario... saí um pouco ontem, mas nem foi legal, é foda se sentir sozinha no meio de um monte de gente... sinto falta de alguem q tá longe... E hoje, um domingo morto como quase todos os outros...