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quarta-feira, 12 de junho de 2013


Eu quero viajar com você ouvindo e cantando a nossa música;
Eu quero estar com você quando o sol nascer – e quando ele se for;
Eu quero deitar na grama e ficar olhando o céu e a nossa estrela;
Eu quero você me jogando na piscina;
Eu quero ter dois cachorros e alguns gatos;
Eu quero fazer a sua comida preferida e te surpreender;
Eu quero vinho, chocolates e filmes bobos;
Eu quero ouvir você falar do seu dia;
Eu quero pegar a estrada com você sem rumo no fim de semana;
Eu quero a gente dançando na chuva;
Eu quero a gente madrugando na praia;
Eu quero entrar de mãos dadas com você no cinema aos domingos;
Eu quero montar um álbum de fotos só nossas;
Eu quero morrer de rir jogando nosso game favorito;
Eu quero ver você sorrindo;
Eu quero a gente pirando num show de rock;
Eu quero a gente decorando o nosso cantinho e fazendo compras no supermercado;
Eu quero você mexendo no meu cabelo;
Eu quero preparar o seu café;
Eu quero o seu abraço nas noites frias;
Eu quero acordar todo dia e pra sempre ao seu lado.



Eu quero que um dia você leia isso.

domingo, 17 de julho de 2011

Boa noite

Sou mais um beijo de “boa noite” que uma noite de sexo sem compromisso. Sexo é bom, mas sem afeto, carinho, apego, não significa mais que um momento passageiro seguido de um vazio existencial. Valorizo aqueles momentos que ficam. Porque que sexo a gente encontra em toda esquina. Já o amor, um em cada vida.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

[Des]amor moderno


O amor está com a data de validade vencida. Se não, está pra vencer. Os casais cada vez mais pensam no “eu” e se esquecem do “nós”. Cobram por amor “full time”, mas não estão dispostos a doar-se inteiramente por esse mesmo amor que esperam. Querem o “feedback” da atenção que não dão.

Companheirismo, paciência e tolerância com os defeitos do parceiro não têm mais espaço. Cederam seus lugares ao desejo de um “amor mercadológico” e instantâneo: tenho tudo o que quero, experimento, uso, jogo fora ou troco por um modelo melhor na hora que eu quiser. Os aplicativos de pegação estão aí: é “delivery de amor”, 24 horas.

Tem relacionamento que segue a linha “fast-food”. Isso mesmo: comida rápida. Muitas vezes cobram a lealdade do parceiro, mas não querem prender-se a uma única pessoa já que há tanta oferta barata por aí. E tão barata e fácil, que aquele belo “amor à primeira vista” já deu lugar ao “amor a prazo”.
Sim, e o prazo é curtíssimo: é quase um amor descartável, encontrado aos montes por “search” nas redes sociais. Ganha quem conseguir o maior “time per person”, não necessariamente nessa ordem. Tem gente que quer ser “freela” quando o assunto é amor.

A casa vira uma empresa, o casamento um bem de consumo. E dependendo da sua sorte você fica com os bens. A Lei até facilitou o divórcio. Devem estar prevendo que amor se tornará uma instituição falida.

Alias, alguém falou de amor? Em breve, uma nova reforma ortográfica vai eliminar de vez esse vocábulo de livros e dicionários. E as declarações de amor? Se já não foram extintas, serão tão raras e rápidas que vão ser dignas de “retweet”.

O “deadline” do amor está próximo. De repente, a modernidade abriu um notável espaço para o desamor. Melhor ficar em modo “stand by”.