quarta-feira, 17 de junho de 2009

30 dicas para escrever bem!


1. Deve evitar ao máx. a utiliz. de abrev., etc.

2. É desnecessário fazer-se empregar de um estilo de escrita demasiadamente rebuscado. Tal prática advém de esmero excessivo que raia o exibicionismo narcisístico.

3. Anule aliterações altamente abusivas.

4. não esqueça as maiúsculas no inicio das frases.

5. Evite lugares-comuns como o diabo foge da cruz.

6. O uso de parêntesis (mesmo quando for relevante) é desnecessário.

7. Estrangeirismos estão out; palavras de origem portuguesa estão in.

8. Evite o emprego de gíria. Ninguém merece isso, mesmo que pareça maneiro, valeu?

9. Nunca use palavras de baixo calão, porra! Elas podem transformar o seu texto numa merda.

10. Nunca generalize: generalizar é um erro em todas as situações.

11. Evite repetir a mesma palavra pois essa palavra vai ficar uma palavra repetitiva. A repetição da palavra vai fazer com que a palavra repetida desqualifique o texto onde a palavra se encontra repetida.

12. Não abuse das citações. Como costuma dizer um amigo meu: “Quem cita os outros não tem idéias próprias”.

13. Frases incompletas podem causar

14. Não seja redundante, não é preciso dizer a mesma coisa de formas diferentes; isto é, basta mencionar cada argumento uma só vez, ou por outras palavras, não repita a mesma idéia várias vezes.

15. Seja mais ou menos específico.

16. Frases com apenas uma palavra? Jamais!

17. A voz passiva deve ser evitada.

18. Utilize a pontuação corretamente o ponto e a vírgula especialmente será que ninguém mais sabe utilizar o ponto de interrogação

19. Quem precisa de perguntas retóricas?

20. Conforme recomenda a A.G.O.P, nunca use siglas desconhecidas.

21. Exagerar é cem milhões de vezes pior do que a moderação.

22. Evite mesóclises. Repita comigo: “mesóclises: evitá-las-ei!”

23. Analogias na escrita são tão úteis quanto chifres numa galinha.

24. Não abuse das exclamações! Nunca! O seu texto fica horrível!

25. Evite frases exageradamente longas pois estas dificultam a compreensão da idéia nelas contida e, por conterem mais que uma idéia central, o que nem sempre torna o seu conteúdo acessível, forçam, desta forma, o pobre leitor a separá-la nos seus diversos componentes de forma a torná-las compreensíveis, o que não deveria ser, afinal de contas, parte do processo da leitura, hábito que devemos estimular através do uso de frases mais curtas.

26. Cuidado com a hortografia, para não estrupar a língúa portuguêza.

27. Seja incisivo e coerente, ou não.

28. Não fique escrevendo no gerúndio. Você vai estar deixando seu texto pobre e estar causando ambigüidade – e esquisito, vai estar ficando com a sensação de que as coisas ainda estão acontecendo.

29. Outra barbaridade que tu deves evitar é usar muitas expressões que acabem por denunciar a região onde tu moras, carajo!

30. Não permita que seu texto acabe por rimar, porque senão ninguém irá agüentar, já que é insuportável o mesmo final escutar o tempo todo sem parar.


Este post com as dicas para esrever melhor não fui eu quem fiz, mas vi em um blog e achei bem interessante! Encontre-o aqui!

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Sempre Apaixonada?


Definição de Paixão:
“Grande sofrimento; martírio, sentimento, gosto ou amor intensos a ponto de ofuscar a razão; grande entusiasmo por alguma coisa; atividade, hábito ou vício dominador a coisa, o objeto da paixão ou da predileção furor incontrolável; exaltação, cólera, ânimo favorável ou contrário a alguma coisa e que supera os limites da razão; fanatismo.”
Não é um exagero o que dizem sobre a paixão, esse sentimento louco e intenso. Concordo com a definição citada acima, retirada do dicionário Houaiss. Por mais que ela seja considerada um “grande sofrimento”, não conheço alguém que nunca tenha desejado passar por isso e se entregado de corpo e alma. Me pergunto como uma coisa tão assustadora pode ser ao mesmo tempo tão boa? Apaixonar-se é abrir-se para o outro sem nenhuma garantia, e você quase sempre se fode, ops! quebra a cara. Fato.
Eu não consigo me lembrar de uma época em que eu não estava “de quatro” por alguém. Minha primeira paixão, aos 8 anos, foi pelo ator Murilo Benício que fazia a novela vira-lata. Desde criança tenho uma queda incrível por sobrancelhas grossas, e a dele era perfeita. Na 4ª série, apaixonei-me por um garoto que estudava comigo, e por ele também se chamar Murilo, acreditava que era “coisa do destino”. Desde então eu era levada a atos desaconselháveis em nome do amor. Certa vez grudei chiclete no cabelo da menina que vivia dando em cima dele. Essa paixão durou muito tempo, até que mudei-me de cidade.
Aos 12 anos, apaixonei-me loucamente pelos Backstreet Boys. Graças a eles eu aprendi inglês sozinha, pois acreditava que isso tornaria possível a minha futura comunicação com eles. Paixões podem virar sua vida de pernas para o ar, e nos levar a completa insensatez. Certa vez levei uma bela surra por ter escrito na parede do meu quarto “I LOVE BACKSTREET BOYS” com giz de cera preto e azul.
Aos 14 anos me apaixonei por um cara 10 anos mais velho, apenas porque ele tinha o cabelo igual do Nick Carter, a diferença é que ele era cantor sertanejo. Passei então a decorar todas as musicas desses cantores que ele dublava. Este sim foi um amor platônico, escrevi um caderno inteiro de “fulano te amo”, se emendasse todas as folhas dariam quilômetros. Cheguei a entregar o caderno a ele, mas esse “amor” acabou passando quando me apaixonei pelo locutor da radio da cidade que morava.
Eu o considerava crânio só porque ele era bom em matemática. Desde então ia para a escola uma hora antes da aula para poder passar pela rua da casa dele. Eu fazia um desvio enorme, andava quarteirões a mais, e ao subir aquela rua tinha a sensação de que ia desmaiar e meu coração batia forte, tudo por causa da simples possibilidade de vê-lo. Fiquei boba, completamente fora de mim.
Enlouqueci minha família com recitações do tipo: “Ele gosta de mim”, “Ele não gosta de mim”, “Você acha que ele gosta de mim?”. Achava-o perfeito. Em perfeita proporção inversa, quanto mais boba você estiver, melhor o candidato em questão vai parecer.
Mas também passou. Isso pq apareceu um outro candidato. “Amei-o” porque ele falava palavrão e tocava guitarra (nessa ordem), também porque usava brinco e meu pai odiava isso. Isso fazia dele um completo “bad boy”. Perturbei-o dia e noite para que me ensinasse a tocar, e como ele espancava todos que o tiravam do serio, eu considerava o fato de ele nunca ter me batido como um sinal de seu amor puro e eterno. Desse “amor” herdei apenas o bom gosto musical que perdura até hoje.
No segundo colegial quis ir para um convento. Não que eu fosse uma garota devotada e seguidora dos ensinamentos do Pai eterno, pois sempre esquecia versos do “Pai Nosso”. A verdade é que me apaixonei por um seminarista que ia dar cursos e divulgar a igreja na escola. Passei a freqüentar missas todos os domingos. Até que um dia não mais o vi nas cadeiras dos coroinhas que cercavam o padre. Parei então de ir à igreja e desisti do seminarista, que eu nem sabia o nome. Ele nunca ficou sabendo da minha existência.
Aos 18 anos amei intensamente o meu instrutor da auto escola, que também me fascinou com seu par de sobrancelhas grossas. Tal paixão me levava a pular de alegria cada vez que eu reprovava no exame. Tanto que levei um ano só pra conseguir a carta na categoria “B” (E não sei dirigir até hoje). Mas eis o grande problema: descobri que ele era casado. Tive que desistir, óbvio. Uma coisa que percebi: quando estamos cegos por alguém, não são raras as noites em que sonhamos com a pessoa em questão. E acordamos mal humorados por saber que foi só sonho.
Me apaixonei tantas vezes que é difícil me lembrar de todas. Paixões que duraram de duas horas até outras que duraram anos. De cantores de modão a astros de Rock and Roll, de figurantes de novela a atores consagrados como John Travolta, passando por quase todos os jogadores da seleção alemã de futebol (principalmente o Ballack). As maiores decepções foram os que eu descobri serem gays após longos períodos de conversa e expectativas. Eu os desejava com toda intensidade. Como uma espécie de tifo emocional, há a fase inicial de contato com o “agente infeccioso”, um período de incubação, depois a fase de delírio febril, seguido por um longo período de recuperação.
A paixão é na verdade um coquetel de hormônios liberados por algo tão simples quanto um olhar. Você pode estar calmamente andando pela rua e um segundo depois se sentir abobalhada com a inacreditável beleza do rapaz empilhando garrafas no supermercado, ou apaixonar-se pelo médico que lhe visitou na ultima vez que você adoeceu, ou ainda pelo seu dentista... A escolha não é sua. Pode ser acaso ou não. "Fiquei" por 2 meses meu dentista. Larguei-o porque ele gostava de alho, e eu odiava branco.
Primeiro ano de faculdade, todo intervalo ia tirar xérox de qualquer coisa inútil, para poder passar perto da classe do novo pretendido... um cara baixinho porém com uma sobrancelha linda. Por um tempo, foi outro amor platônico, até que um belo dia troquei minhas primeiras palavras com ele. Na época, ele era meu sonho de consumo. Sim, na época... E depois de conseguir algo que voce muito quer, acaba perdendo a graça. E ele não foi uma exceção nessa regra.
O que me leva a mais duradoura paixão da minha vida: o conheci pelo Orkut! E ele era diferente. Não falava palavrão, não era gay, talvez um pouco baixinho... mas tambem tinha sobrancelhas perfeitas. E era baterista. Não foi amor a primeira vista, mas o fato dele morar longe e ser um amor quase impossível pela distancia e por questões familiares me levou ao súbito interesse. Como já dizia Shakespeare, “A paixão aumenta em função dos obstáculos que se lhe opõe”. Dito e feito!
Começamos a namorar. Foi meu único namorado sério, namoro este que acabou após dois anos e pouco. E quando acabou, decidi de uma vez por todas que eu deveria morrer. Quando tentei o suicídio (mal sucedido) pela primeira vez, e após diversos ataques estéricos, seguidos de momentos “Amy Winehouses” minha família decidiu que eu deveria freqüentar um psiquiatra. Tive que tomar altas doses de antidepressivos, ansiolíticos e calmantes. Quatro meses depois eu já estava recuperada e abandonei por conta própria os remédios. Jurei pra mim mesma: esse foi o último, jamais vou amar alguém.
E eis o problema final: quando você pensa que entendeu as forças atuantes, alguma coisa acontece para acabar com todas as suas teorias.
Eis que em uma das “saideiras” com um amigo, conheci a mais rápida paixão da minha vida. Era festa e eu estava no camarote de imprensa por causa do meu trabalho, quando o vi pela primeira vez. Ele era lindo, um “anjo”. Mas mentiroso. Após alguns dias acabei descobrindo que ele era NOIVO. Isso mesmo. Algo nele havia me chamado a atenção além dos olhos azuis: ele era divertidíssimo e sabia mexer as 2 sobrancelhas como ninguém! Eu, rockeira de cabelos vermelhos com mechas loiras, que usava coturnos e roupas pretas, comecei então a freqüentar festas de peão, apenas para que pudesse contemplá-lo. O apelidei de “meu” querubim. Eu enfim havia sentido novamente as borboletas voando em meu estômago. Como já dizia Oscar Wilde, “A única diferença entre um capricho e uma paixão eterna é que o capricho dura um pouco mais”. Durou 3 semanas. Depois dele, teve o Betto, cantava até bem apesar de eu não curtir o gênero, uma gracinha, mas apresentava sérios sintomas de esquizofrenia. E o Pedro, lindinho, pintor de telas sem sentido, porém compulsivo por antidepressivos.
Eu poderia esperar por mais alguns anos para escrever esse texto, até lá certamente já teria se tornado um livro, de tão grande. A questão é que não há como prever se um dia ele se encerrará com uma linda história que “deu certo”. Pode ser que minha próxima paixão seja eterna e termine com a frase “Casaram-se e viveram felizes para sempre”. Ou pode ser que eu tenha mais umas 327 histórias de paixões correspondidas e não-correspondidas. Paixões estão aí para serem vividas e desfrutadas, para que possamos cometer algumas loucuras e deixar com as experiências algumas histórias pra contar para os netos - se os tiver um dia. E o mais legal de tudo isso é saber que... a gente pode se apaixonar quantas vezes quiser. Mesmo que for pela mesma pessoa!

(*Histórias baseadas em fatos reais. Apenas baseadas, o que não significa que são totalmente reais. Os nomes citados são fictícios)

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Perfeição. Mas é digital.


Estive reparando quanta diferença os programas gráficos, como por exemplo o Photoshop, da Adobe, faz a diferença na publicidade de cosméticos e afins de hoje. Todos já devem ter visto o vídeo de transformação da modelo que fez uma das propagandas de mídia externa da Dove (Evolution), que por sinal, foi uma iniciativa interessante da marca em mostrar a realidade. Maquiagem conta, é claro! Mas as imperfeições que ela não cobre são facilmente reparadas com a ajuda desses programinhas...

http://www.youtube.com/watch?v=C4K9hOmxeto

E na televisão não é diferente: Alguém já viu ou se lembra dos comerciais do Shampoo Colorama da Bozzano, que fez sucesso na década de 70? A modelo dizia: “Ei, ei, você se lembra da minha voz? Continuo a mesma. Mas os meus cabelos, quanta diferença…”. A verdade é que o cabelo dela era horrível, pesado e sem brilho. Quanto ao volume era normal naquela década. Sim, não haviam naquela época os tais programas transformadores.

Hoje qualquer modelo de comercial aparece com os cabelos perfeitos, leves (repare que sempre surge um vento do nada para levantá-los) e com um brilho que poderia até cegar se fosse real. Chega a ser um exagero! E confesso que não conheço ninguém que tenha ficado com os cabelos naquele “nível” ao utilizar o shampoo anunciado.

Eu não costumo ler revistas de moda ou beleza, mas quando acabo por folhear algumas nos consultórios médicos, observo pessoas perfeitas, com peles maravilhosas, sem nenhum poro dilatado, espinhas ou uma “ruguinha” que seja. Meninas, não se iludam nem se sintam mal ao olhar o espelho! O que vocês vêem nessas páginas, em sua maioria, é beleza digital! Não existem cremes milagrosos, o que existe é um “milagre” chamado Photoshop. E quem dera se ele resolvesse esses problemas na vida real...

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Algo sobre depressão...

Bem... como eu disse, quero postar várias coisas agora no blog: crônicas, textos informativos, experiências pessoais, histórias, poemas, de repente algo sobre publicidade ou qualquer coisa que não faça sentido.
Hoje vou falar um pouco sobre Depressão e Psiquiatria.

Dizem que a depressão é o mal do século. Conheço muita gente de todas as idades que sofrem (ou dizem sofrer) desse mal, que pode ser desencadeado por diversos fatores. Confesso que alguns meses atrás, devido a um certo problema, eu tive que freqüentar um psiquiatra. De fato, eu estava com todos os sintomas de uma pessoa depressiva, dos mais leves aos mais graves, então resolvi seguir o conselho de meus familiares e procurei esse tipo de ajuda.

O psiquiatra me passou uma série de antidepressivos, ansiolíticos e calmantes, isso tudo após conversar comigo por apenas alguns minutos. Como pode, dessa forma, um médico saber se realmente estamos “doentes”? Ele não aplicou nenhum teste. Assim como não há testes ou métodos que possam diagnosticar com razão uma determinada “doença mental” no ser humano. Talvez ele queria apenas aumentar a movimentação dos milhões de dólares da indústria farmacêutica desse tipo de medicamento. Aliás, sabemos que a porcentagem da venda desses "remedinhos" cresce a cada ano. E pelo jeito nem vai parar...

Psiquiatria não cura, isso é fato. Nos períodos em que tomei os remédios, apenas senti a minha tristeza “camuflada” por trás da ausência de sentimentos e do excessivo sono que eu sentia durante o dia inteiro. Não conseguia me concentrar nas tarefas diárias e perdi a fome também. E então fui alertada - e não pelo médico - de que esses comprimidos de que estava fazendo uso poderiam prejudicar minha saúde e causar dependência. Na verdade, já estava prejudicando.

Foi quando decidi parar com tudo. Abandonei os remédios por conta própria, nunca mais voltei ao psiquiatra, e estava ciente de que estar com ou sem os remédios não alterava em nada o meu humor. Acredito que muitas pessoas não conseguem viver sem, talvez já estejam dependentes, ou talvez acreditem demais na teoria que favorece a psiquiatria.

Psiquiatria não cura! E os remédios podem apenas dissimular o que você realmente sente ou o seu comportamento, isso enquanto estiver com a “droga” no seu corpo. Não tenho fórmulas prontas que possam ajudar alguém a sair do estado considerado depressivo, nem os médicos tem. Apenas alguns conselhos: Vá a mais festas, faça muitos amigos, se apaixone por tudo o que faz, e coma bastante chocolate!

Um vídeo interessante:

terça-feira, 12 de maio de 2009

Retornando ao blog...

"Quando olho para o meu passado, encontro uma mulher bem parecida comigo - por acaso, eu mesma - porém essa mulher sabia menos, conhecia menos lugares, menos emoções."

Depois de um tempo sem muita inspiração, decidi voltar a escrever no meu blog.
Embora tenha passado por uma fase ruim, pude compreender que não é apenas o sofrimento, mas sim o tempo que nos ensina a viver. Hoje posso ver as coisas de outro ângulo, e ter uma certeza absoluta: Tudo passa!
Não vou excluir as velhas postagens, hoje sem sentido, vou deixá-las aí para que um dia, daqui algumas décadas quem sabe, eu possa voltar a vê-las e ter a plena certeza de que vivi intensamente, de que amei, odiei, sorri e chorei. Como todo mundo.
Nem sei o que pretendo postar aqui, um pouco de tudo talvez. Sei que vou acabar não levando o blog a sério, como sempre... Vou acabar escrevendo bobeiras sentimentais e nada de informação útil. Poxa, eu sou assim! Se quiser informação acesse o G1, o UOL, e etc...

Chegadas e Idas...
Acho que a vida se assemelha ao porto
Uma hora é chegada, outra é partida
Um caminho certo, outro torto
Mas nada impede a nossa ida...

Chegam pessoas todo os dias
Algumas que ficam quase “pra sempre”
Outras que vão no outro dia
Pessoas que nos deixam contente,
Outras que nos deixam vazia...
Karina Perussi

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

E chegamos tão perto...

Eu lembro da gente ali sentado na grama,
No parque, a observar,
O sol, as flores, a inocente criança
Que livre podia brincar...
O sol, o desenho das nuvens, sob o céu...
O vento e o meu cabelo ao léu...

Eu lembro da gente ali no banco da praça...
Traçando planos que não vão chegar,
Observando estrelas e achando graça,
Pensando pra onde viajar...

Eram dias, eram noites,
Até que a alegria se entristeceu,
E os sonhos foram só sonhos,
Da realidade que não aconteceu...

É hora de dizer adeus...
Eu não consigo mais agüentar,
Fazer as pazes ou terminar.
Fizemos de tudo pra tentar...
Mas nem meus erros, nem os seus,
Puderam nos ensinar...

Eu não sou mais a mesma...
Você não era o príncipe dos meus contos,
Não da forma que sonhei,
Em vão esperei, me entreguei,
Pra nunca mais voltar pra mim...

Tropeçamos, caímos...
Dessa vez pra não levantar,
Nós já tentamos, insistimos,
O que tinha pra poder salvar...

Mas é hora do adeus,
De apagar de vez cada passo teu,
De não ouvir mais nossa doce sinfonia...
De jogar as estrelas que você me deu,
Que o “nosso” teto um dia teria...

É hora de arrancar as fotos,
Pra nunca mais voltá-las em seus lugares
(Mas... quais eram seus lugares afinal?)
É hora de deixar pra trás
Tudo o que não deu tempo de ser,
O tempo se esgotou e não volta mais...

É hora de se preparar,
Não vai ser tão fácil assim...
O telefone não vai mais tocar,
Será que você também vai lembrar de mim?

Um dia prometi a você,
“Todo o amor que houver nesta vida”
E este sempre será seu,
Independente de sua partida...

Agora o que nos separa é mais do que uma estrada,
E tudo fica tão mais distante...
Não haverá mais o brilho nos olhos da chegada,
Só o gosto amargo do último instante.

Nossos corações ainda doem,
E gritam, querendo reviver...
Não há o que possamos fazer,
Agora apenas as lágrimas dirão...
Se tudo o que fizemos foi em vão...

E a gente chegou tão perto,
Quase no céu, quase na lua,
Uma pena que não deu certo...
E a culpa não é minha, nem sua.

Karina Perussi (dez/2008)

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

O pra sempre, sempre acaba...


Nosso maior erro está em achar que nossos relacionamentos serão “para sempre”. Acreditamos demais, nos decepcionamos demais... Logo, o que mais nos frustra são os sonhos que acabam ficando para trás, as promessas que nunca se cumprirão, os momentos que nunca mais irão se repetir. O abraço forte da depedida, o sorriso e o brilho nos olhos da chegada... O chocolate dividido na rodoviária pouco antes de um embarque... A roupa suja de terra depois de brincar de se jogar na grama.
E você vê desabar os sonhos, desde os mais simples como colar estrelinhas brilhantes no teto, até aquela viagem onde tenha neve e se possa ficar abraçadinho pra passar o frio. E você sofre ao ter que arrancar a força, contra sua própria vontade, as fotos do mural que aos poucos vai ficando vazio, a foto do porta-retrato que você olhava todos os dias quando acordava... O vazio ultrapassa nosso interior e toma conta de tudo a nossa volta.
E não há mais sentido em passar os dias riscando o calendário, nem em passar as noites vendo a lua... Você sabe que o telefone não vai tocar, ou melhor dizendo, cada vez que ele toca é um susto, uma esperança que se interrompe no segundo seguinte ao dizer “Alô”...
É não é fácil pra ninguém... partidas provisórias machucam, partidas definitivas nunca cicatrizam. E não há tempo que cure, qualquer grão de areia que toque a ferida traz a tona toda a dor do início. E não há distância que cure, porque os pensamentos e lembranças vivem voando por todos os lugares, entrando em nossa mente sem nossa permissão, não importa aonde estamos. Nesse momento, os sonhos podem adormecer por um bom tempo, e talvez demorem muito para acordar. Só devo fazer o possível para que eles não morram de vez. E tomara que a dor também não seja para sempre...

Karina Perussi

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Distância... não é tão difícil assim...

Nunca acreditei que distância fosse um problema para quem ama. Porque o amor é infinito, a distância não. E sempre há meios para se chegar a qualquer lugar: automóvel, ônibus, avião, navio, até mesmo foguete.
Não se pode medir o amor como se mede uma estrada. E nem se percorrem rodovias como se percorrem os caminhos do coração. Os caminhos do coração são mais difíceis, pois são cheios de buracos, desvios, barreiras quase intransponíveis, altos e baixos.
Além disso, você deve estar preparado para certas ocasionalidades, como por exemplo, fulano ou fulana querendo lhe “ultrapassar” pra chegar primeiro. Nesse caso, você deve confiar em você e acreditar que tirou carta na melhor auto-escola do mundo: na sua própria vida.
Portanto, uma vez chegada a reta final desse árduo caminho, acho que aquela estrada medida, quilometrada, fica pequena, quase que insignificante... e acaba não sendo nenhum problema, talvez a solução.

domingo, 3 de agosto de 2008

Antes... do que tarde demais...

Hoje eu passei o dia nervosa, estressada com coisas... com pessoas e fatos que me decepcionaram.
Fui fria com as pessoas. E depois parei pra pensar... Exatamente hoje era pra ser aniversário do meu amigo, que veio falacer há 5 meses em um acidente fatal. Achei estranho tudo aquilo terminar assim, tão de repente, numa colisão na "freeway". Ele tinha muitos sonhos.
Fazia algum tempo que eu não falava com ele, e quando ele se foi, senti remorso por vários motivos.
Será que vale a pena passar nervoso ou ficar sem falar com quem vc ama por causa de coisas "bestas"? Será que vale a pena guardar rancor, remoer fatos passados?
Não. Não vale! Voce pode acabar se arrependendo e aí... já pode ser tarde demais.
Não vou perder tempo odiando ou sendo fria, mesmo com as pessoas que me magoam. Elas devem ter seus motivos. Ou talvez eu tenha mesmo que ser mais compreensiva.
E sei que não é fácil esse tipo de "reeducação", mas não custa tentar.
Deve-se amar e saber perdoar enquanto estamos aqui. Nunca saberemos se amanhã será possível. As pessoas podem partir sem se despedir, ou nós podemos partir sem poder dizer tudo o que precisamos. É como ter que sair no melhor da festa sem se despedir de ninguém, sem ter ouvido tocar a sua música preferida.
Hoje eu não posso dar um abraço de Feliz aniversário no meu amigo.
Mas eu posso perdoar e dar vários abraços em que está [ainda] aqui do meu lado, e nunca se apegar a coisas pequenas e inúteis da vida.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Liberdade...

Querer ser livre.
Ter como direito ser livre.
Libertar-se de... sei lá o quê.
[ou quem]
Sair sem hora pra voltar,
Sem hora pra voltar a sair.
Eu volto em casa quando tudo melhorar,
Quando tudo tiver um sentido,
Quando a alma puder voar
E ir pra qualquer lugar.
Procurar carinho.
Calma.
Abrigo.

Poder admirar o sol,
Ou o vento levando as nuvens.
Atravessar a cidade, ou mais.
Olhar com os olhos de uma criança,
Onde tudo é [parece] tão belo.
Chegar mais tarde sei lá aonde.
[mas que seja bem longe]
Tentar entender porque as coisas são como são,
[embora não encontrarei as respostas]
Molhar o cabelo na chuva,
Sujar a barra da calça no chão úmido...
Passar horas colhendo folhas,
Do outono tom sépia,
E guarda-las como lembranças...
[sei lá do quê, ou de quem, não importa]

E quando tiver que voltar...
Se a saudade bater,
Também eu vou bater à porta
Voltando pelo mesmo caminho,
Mesmo que só pra dizer:
Eu estava certa,
Tudo podemos,
Se molhar na chuva em pleno verão,
Driblar a solidão
Como as águas driblam as pedras
Ser livre,
Sonhar,
Ir tão longe,
Até mesmo voar...