quarta-feira, 13 de maio de 2009

Algo sobre depressão...

Bem... como eu disse, quero postar várias coisas agora no blog: crônicas, textos informativos, experiências pessoais, histórias, poemas, de repente algo sobre publicidade ou qualquer coisa que não faça sentido.
Hoje vou falar um pouco sobre Depressão e Psiquiatria.

Dizem que a depressão é o mal do século. Conheço muita gente de todas as idades que sofrem (ou dizem sofrer) desse mal, que pode ser desencadeado por diversos fatores. Confesso que alguns meses atrás, devido a um certo problema, eu tive que freqüentar um psiquiatra. De fato, eu estava com todos os sintomas de uma pessoa depressiva, dos mais leves aos mais graves, então resolvi seguir o conselho de meus familiares e procurei esse tipo de ajuda.

O psiquiatra me passou uma série de antidepressivos, ansiolíticos e calmantes, isso tudo após conversar comigo por apenas alguns minutos. Como pode, dessa forma, um médico saber se realmente estamos “doentes”? Ele não aplicou nenhum teste. Assim como não há testes ou métodos que possam diagnosticar com razão uma determinada “doença mental” no ser humano. Talvez ele queria apenas aumentar a movimentação dos milhões de dólares da indústria farmacêutica desse tipo de medicamento. Aliás, sabemos que a porcentagem da venda desses "remedinhos" cresce a cada ano. E pelo jeito nem vai parar...

Psiquiatria não cura, isso é fato. Nos períodos em que tomei os remédios, apenas senti a minha tristeza “camuflada” por trás da ausência de sentimentos e do excessivo sono que eu sentia durante o dia inteiro. Não conseguia me concentrar nas tarefas diárias e perdi a fome também. E então fui alertada - e não pelo médico - de que esses comprimidos de que estava fazendo uso poderiam prejudicar minha saúde e causar dependência. Na verdade, já estava prejudicando.

Foi quando decidi parar com tudo. Abandonei os remédios por conta própria, nunca mais voltei ao psiquiatra, e estava ciente de que estar com ou sem os remédios não alterava em nada o meu humor. Acredito que muitas pessoas não conseguem viver sem, talvez já estejam dependentes, ou talvez acreditem demais na teoria que favorece a psiquiatria.

Psiquiatria não cura! E os remédios podem apenas dissimular o que você realmente sente ou o seu comportamento, isso enquanto estiver com a “droga” no seu corpo. Não tenho fórmulas prontas que possam ajudar alguém a sair do estado considerado depressivo, nem os médicos tem. Apenas alguns conselhos: Vá a mais festas, faça muitos amigos, se apaixone por tudo o que faz, e coma bastante chocolate!

Um vídeo interessante:

terça-feira, 12 de maio de 2009

Retornando ao blog...

"Quando olho para o meu passado, encontro uma mulher bem parecida comigo - por acaso, eu mesma - porém essa mulher sabia menos, conhecia menos lugares, menos emoções."

Depois de um tempo sem muita inspiração, decidi voltar a escrever no meu blog.
Embora tenha passado por uma fase ruim, pude compreender que não é apenas o sofrimento, mas sim o tempo que nos ensina a viver. Hoje posso ver as coisas de outro ângulo, e ter uma certeza absoluta: Tudo passa!
Não vou excluir as velhas postagens, hoje sem sentido, vou deixá-las aí para que um dia, daqui algumas décadas quem sabe, eu possa voltar a vê-las e ter a plena certeza de que vivi intensamente, de que amei, odiei, sorri e chorei. Como todo mundo.
Nem sei o que pretendo postar aqui, um pouco de tudo talvez. Sei que vou acabar não levando o blog a sério, como sempre... Vou acabar escrevendo bobeiras sentimentais e nada de informação útil. Poxa, eu sou assim! Se quiser informação acesse o G1, o UOL, e etc...

Chegadas e Idas...
Acho que a vida se assemelha ao porto
Uma hora é chegada, outra é partida
Um caminho certo, outro torto
Mas nada impede a nossa ida...

Chegam pessoas todo os dias
Algumas que ficam quase “pra sempre”
Outras que vão no outro dia
Pessoas que nos deixam contente,
Outras que nos deixam vazia...
Karina Perussi

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

E chegamos tão perto...

Eu lembro da gente ali sentado na grama,
No parque, a observar,
O sol, as flores, a inocente criança
Que livre podia brincar...
O sol, o desenho das nuvens, sob o céu...
O vento e o meu cabelo ao léu...

Eu lembro da gente ali no banco da praça...
Traçando planos que não vão chegar,
Observando estrelas e achando graça,
Pensando pra onde viajar...

Eram dias, eram noites,
Até que a alegria se entristeceu,
E os sonhos foram só sonhos,
Da realidade que não aconteceu...

É hora de dizer adeus...
Eu não consigo mais agüentar,
Fazer as pazes ou terminar.
Fizemos de tudo pra tentar...
Mas nem meus erros, nem os seus,
Puderam nos ensinar...

Eu não sou mais a mesma...
Você não era o príncipe dos meus contos,
Não da forma que sonhei,
Em vão esperei, me entreguei,
Pra nunca mais voltar pra mim...

Tropeçamos, caímos...
Dessa vez pra não levantar,
Nós já tentamos, insistimos,
O que tinha pra poder salvar...

Mas é hora do adeus,
De apagar de vez cada passo teu,
De não ouvir mais nossa doce sinfonia...
De jogar as estrelas que você me deu,
Que o “nosso” teto um dia teria...

É hora de arrancar as fotos,
Pra nunca mais voltá-las em seus lugares
(Mas... quais eram seus lugares afinal?)
É hora de deixar pra trás
Tudo o que não deu tempo de ser,
O tempo se esgotou e não volta mais...

É hora de se preparar,
Não vai ser tão fácil assim...
O telefone não vai mais tocar,
Será que você também vai lembrar de mim?

Um dia prometi a você,
“Todo o amor que houver nesta vida”
E este sempre será seu,
Independente de sua partida...

Agora o que nos separa é mais do que uma estrada,
E tudo fica tão mais distante...
Não haverá mais o brilho nos olhos da chegada,
Só o gosto amargo do último instante.

Nossos corações ainda doem,
E gritam, querendo reviver...
Não há o que possamos fazer,
Agora apenas as lágrimas dirão...
Se tudo o que fizemos foi em vão...

E a gente chegou tão perto,
Quase no céu, quase na lua,
Uma pena que não deu certo...
E a culpa não é minha, nem sua.

Karina Perussi (dez/2008)

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

O pra sempre, sempre acaba...


Nosso maior erro está em achar que nossos relacionamentos serão “para sempre”. Acreditamos demais, nos decepcionamos demais... Logo, o que mais nos frustra são os sonhos que acabam ficando para trás, as promessas que nunca se cumprirão, os momentos que nunca mais irão se repetir. O abraço forte da depedida, o sorriso e o brilho nos olhos da chegada... O chocolate dividido na rodoviária pouco antes de um embarque... A roupa suja de terra depois de brincar de se jogar na grama.
E você vê desabar os sonhos, desde os mais simples como colar estrelinhas brilhantes no teto, até aquela viagem onde tenha neve e se possa ficar abraçadinho pra passar o frio. E você sofre ao ter que arrancar a força, contra sua própria vontade, as fotos do mural que aos poucos vai ficando vazio, a foto do porta-retrato que você olhava todos os dias quando acordava... O vazio ultrapassa nosso interior e toma conta de tudo a nossa volta.
E não há mais sentido em passar os dias riscando o calendário, nem em passar as noites vendo a lua... Você sabe que o telefone não vai tocar, ou melhor dizendo, cada vez que ele toca é um susto, uma esperança que se interrompe no segundo seguinte ao dizer “Alô”...
É não é fácil pra ninguém... partidas provisórias machucam, partidas definitivas nunca cicatrizam. E não há tempo que cure, qualquer grão de areia que toque a ferida traz a tona toda a dor do início. E não há distância que cure, porque os pensamentos e lembranças vivem voando por todos os lugares, entrando em nossa mente sem nossa permissão, não importa aonde estamos. Nesse momento, os sonhos podem adormecer por um bom tempo, e talvez demorem muito para acordar. Só devo fazer o possível para que eles não morram de vez. E tomara que a dor também não seja para sempre...

Karina Perussi

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Distância... não é tão difícil assim...

Nunca acreditei que distância fosse um problema para quem ama. Porque o amor é infinito, a distância não. E sempre há meios para se chegar a qualquer lugar: automóvel, ônibus, avião, navio, até mesmo foguete.
Não se pode medir o amor como se mede uma estrada. E nem se percorrem rodovias como se percorrem os caminhos do coração. Os caminhos do coração são mais difíceis, pois são cheios de buracos, desvios, barreiras quase intransponíveis, altos e baixos.
Além disso, você deve estar preparado para certas ocasionalidades, como por exemplo, fulano ou fulana querendo lhe “ultrapassar” pra chegar primeiro. Nesse caso, você deve confiar em você e acreditar que tirou carta na melhor auto-escola do mundo: na sua própria vida.
Portanto, uma vez chegada a reta final desse árduo caminho, acho que aquela estrada medida, quilometrada, fica pequena, quase que insignificante... e acaba não sendo nenhum problema, talvez a solução.

domingo, 3 de agosto de 2008

Antes... do que tarde demais...

Hoje eu passei o dia nervosa, estressada com coisas... com pessoas e fatos que me decepcionaram.
Fui fria com as pessoas. E depois parei pra pensar... Exatamente hoje era pra ser aniversário do meu amigo, que veio falacer há 5 meses em um acidente fatal. Achei estranho tudo aquilo terminar assim, tão de repente, numa colisão na "freeway". Ele tinha muitos sonhos.
Fazia algum tempo que eu não falava com ele, e quando ele se foi, senti remorso por vários motivos.
Será que vale a pena passar nervoso ou ficar sem falar com quem vc ama por causa de coisas "bestas"? Será que vale a pena guardar rancor, remoer fatos passados?
Não. Não vale! Voce pode acabar se arrependendo e aí... já pode ser tarde demais.
Não vou perder tempo odiando ou sendo fria, mesmo com as pessoas que me magoam. Elas devem ter seus motivos. Ou talvez eu tenha mesmo que ser mais compreensiva.
E sei que não é fácil esse tipo de "reeducação", mas não custa tentar.
Deve-se amar e saber perdoar enquanto estamos aqui. Nunca saberemos se amanhã será possível. As pessoas podem partir sem se despedir, ou nós podemos partir sem poder dizer tudo o que precisamos. É como ter que sair no melhor da festa sem se despedir de ninguém, sem ter ouvido tocar a sua música preferida.
Hoje eu não posso dar um abraço de Feliz aniversário no meu amigo.
Mas eu posso perdoar e dar vários abraços em que está [ainda] aqui do meu lado, e nunca se apegar a coisas pequenas e inúteis da vida.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Liberdade...

Querer ser livre.
Ter como direito ser livre.
Libertar-se de... sei lá o quê.
[ou quem]
Sair sem hora pra voltar,
Sem hora pra voltar a sair.
Eu volto em casa quando tudo melhorar,
Quando tudo tiver um sentido,
Quando a alma puder voar
E ir pra qualquer lugar.
Procurar carinho.
Calma.
Abrigo.

Poder admirar o sol,
Ou o vento levando as nuvens.
Atravessar a cidade, ou mais.
Olhar com os olhos de uma criança,
Onde tudo é [parece] tão belo.
Chegar mais tarde sei lá aonde.
[mas que seja bem longe]
Tentar entender porque as coisas são como são,
[embora não encontrarei as respostas]
Molhar o cabelo na chuva,
Sujar a barra da calça no chão úmido...
Passar horas colhendo folhas,
Do outono tom sépia,
E guarda-las como lembranças...
[sei lá do quê, ou de quem, não importa]

E quando tiver que voltar...
Se a saudade bater,
Também eu vou bater à porta
Voltando pelo mesmo caminho,
Mesmo que só pra dizer:
Eu estava certa,
Tudo podemos,
Se molhar na chuva em pleno verão,
Driblar a solidão
Como as águas driblam as pedras
Ser livre,
Sonhar,
Ir tão longe,
Até mesmo voar...

sábado, 24 de maio de 2008

A Pena de Pavão...


Conta uma lenda árabe que um nômade do deserto resolveu, certo dia, mudar de oásis.
Reuniu todos os utensílios que possuía e de modo ordenado, foi colocando-os sobre o seu único camelo.
O animal era forte e paciente. Sem se perturbar, foi suportando o peso dos tapetes de predileção do seu dono.
Depois, foram colocados sobre ele os quadros de paisagens árabes, maravilhosamente pintados.
Na seqüência, foram acomodados os objetos de cozinha, de vários tamanhos.
Finalmente, vários baús cheios de quinquilharias. Nada podia ser dispensado. Tudo era importante.
Tudo fazia parte da vida daquele nômade, que desejava montar o novo lar, em outras paragens, de igual forma que ali o tinha.
O animal agüentou firme, sem mostrar revolta alguma com o peso excessivo que lhe impunha o dono.
Depois de algum tempo, o camelo estava abarrotado. Mas continuava de pé.
O beduíno se preparava para partir, quando se recordou de um detalhe importante: uma pena de pavão.
Ele a utilizava como caneta para escrever cartas aos amigos, preenchendo a sua solidão, no deserto.
Com cuidado, foi buscar a pena e encontrou um lugarzinho todo especial, para colocá-la em cima do camelo.
Logo que fez isso, o animal arriou com o peso e morreu. O homem ficou muito zangado e exclamou:
Que animal mole! Não agüentou uma simples pena de pavão!
Por vezes, agimos como o nômade da história. Não é raro o trabalhador perder o emprego e reclamar: Fui mandado embora, só porque cheguei atrasado 10 minutos.
Ele se esquece de dizer que quase todos os dias chega atrasado 10 minutos.
Outro diz: Minha mulher é muito intolerante. Brigou comigo só porque cheguei um pouquinho embriagado, depois da festinha com os amigos.
A realidade é que ele costuma chegar muitas vezes embriagado, tornando-se inconveniente e até agressivo.
Há pessoas que vivem a pedir emprestado dinheiro, livros, roupa para ir a uma festa, uma lista infindável.
E ficam chateadas quando recebem um não da pessoa que já cansou de viver a emprestar!
Costuma-se dizer que é a gota d'água que faz transbordar a taça. Em verdade, todo ser humano tem seu limite.
Quando o limite é ultrapassado, fica difícil o relacionamento entre as pessoas.
No trato familiar, são as pequenas faltas, quase imperceptíveis, que se vão acumulando, dia após dia.
É então que sucumbem relacionamentos conjugais, acabam casamentos que pareciam duradouros.
Amizades de longos anos deterioram. Empregos são perdidos, sociedades são desfeitas.
Tudo se deve ao excesso de reclamações diárias, faltas pequenas, mas constantes, pequenos deslizes, sempre repetidos.
Mentiras que parecem sem importância. Todavia, sempre renovadas.
Um dia surge em que a pessoa não suporta mais e toma uma atitude que surpreende a quem não se dera conta de como a sobrecarregara, ao longo das semanas, meses e anos.

domingo, 18 de maio de 2008

Saudades de mim...


Ontem fui assistir uma palestra com o Washington Olivetto. Gostei muito! Até da falta de modéstia que lhe é peculiar! heheh, mas enfim, tirei bom proveito de suas palavras, e sim... chorei assistindo a nova propaganda do bombom "Serenata de amor", é linda mesmo! Passei a tarde com a Dressa, a Bruna e a galera da facul, e voltei pra casa... O dia foi ótimo, exceto seu final, que como tudo na minha vida, sempre aparece alguém querendo estragar... E hoje, não foi um dia legal... Voce já sentiu vontade de sumir? Pois é.. faz tempinho que tenho essa vontade, queria ficar uns 6 meses longe daqui, pra distrair pelo menos, esquecer das preocupaçoes e pressões... quem sabe esquecer de mim mesma!

Saudades Imensas...

... da minha cabeça sem preocupações, da velha fazenda, do orvalho na grama, dos banhos de mangueira, da caminhada no jardim, dos banhos de riacho, da chuva e das poças que ela formava, dos tombos a cavalo (bom, cair do cavalo, caio até hoje rs), das tardes jogando vôlei, das noites jogando mega-drive, das manhãs andando de bicicleta (nem bicicleta tenho mais!), da primeira palavra que eu li, do piquenique na calçada, das árvores que subi pra poder ver "mais longe", do clube depois da aula, do natal iluminado da cidadezinha, das fogueiras de são joão, do frio q passei no onibus, da neblina de Serra Negra, da rave q eu odiei, dos amigos que eu perdi, dos churrascos que nunca mais serão os mesmos, da advertencia no primeiro colegial, do tombo na piscina (que me deixou uma cicatriz até hoje no joelho!), do fanatismo pelos Backstreet boys, do brigadeirao da padaria (que já não é o mesmo), de uma musica que eu gostava e nem sabia quem cantava, do meu chinelo amarelo fluorescente, das manhas que eu podia acordar 10 horas, da gincana do Cefam, do tombo na chuva em taquaritinga, da minha mãe, das voltas no coreto que a gente dava, de todas as manhas que ela me levava lá fora pra ver o sol nascer (ai.. e agora eu vou chorar...), do chuveirão ao ar livre que tinha no sitio, da primeira vez que eu olhei num telescópio, de quando eu achei que as luzes dos postes eram faróis de carros parados numa longa rua de Rio Preto (tá vai.. eu nunca tinha morado numa cidade grande antes...) saudades até da barra que eu enfrentei pra desistir de enfermagem, dos passeios pelas barraquinhas que vendiam camisetas de banda, do filme que mais me fez chorar até hoje (Fenômeno), das risadas nos recreios da escola, de quando eu achava que o barulho dos grilos eram as estrelas que faziam, de quando eu deitava no colchão na sala pra assistir mickey e pica-pau, da felicidade em passar na prova do cefam, de desenhar de giz no quintal, de desenhar.... das poesias que eu nao faço mais, de aguardar pela festinha de aniversário, da primeira vez que eu vi o mar, do medo do vestibular, dos abraços dos familiares q eu nao ganho mais, da minha inocência (embora digam q eu ainda tenho um pouco dela), da familia unida e completa, do primeiro salário q usei pra comprar meu violao (e q hoje nem lembro mais tocar), de quando eu pintei meu cabelo de roxo, de alguem que está longe (mas que as vezes prefere, bom sei lá!...) e das experiencias lindas e únicas... saudades de mim... enfim de tantas coisas... que daria um livro! Mas o passado é lição para se meditar, não se reproduzir. E eu tenho esperança de um bom futuro!!! (ahh... esquece tudo isso, deve ser síndrome de domingo a noite sozinha...)

sábado, 10 de maio de 2008

É...

Às vezes as pessoas têm mania de querer voltar ao passado, ou então vivem se projetando no futuro. Ficam fazendo planos e contando os dias para que o futuro tão "perfeito" chegue logo. Geralmente, as pessoas fazem isso quando percebem que o presente está uma merda. Talvez porque seja mais fácil sonhar com um lindo futuro do que tentar mudar o presente. É errado, já que ele tem costume de cair ao vão, de repente mudar de direção.
É dificil perceber que as vezes, um amigo de "confiança" te apunhalou pelas costas. É por isso que digo que ninguem merece confiança ilimitada. Nem nossa sombra.
Daí vc esta cheio de decepçoes... e vc se pergunta se vale a pena passar por tudo isso. Vale a pena ganhar uma gastrite por causa de um trabalho que te estressa? Certamente não, pois vc gastaria seu salário em remédios e consultas médicas.... É só um exemplo, afinal vc pode ganhar uma gastrite de diversas maneiras e por causa de diversas pessoas (sim, pessoas são as maiores causadoras).
Tem coisas que realmente não valem a pena. Mas não é fácil ter que mudar isso, exige muita coragem. Pra mudar, vc deve estar no "limite", caso contrário vc se acomoda mesmo, e continua a imaginar seu fututo "perfeito", suportando coisas que não te fazem bem...
Talvez, a única saída é nunca esperar demais, nem acreditar demais.
"Eu aprendi que não são as pessoas que nos decepcionam e sim nós que esperamos muito delas."
E a ilusão é o primeiro passo para a decepção, já que ninguém é perfeito...
Enquanto isso... eu ainda estou projetando o meu futuro.
"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."
Fernando Pessoa tem razão...