domingo, 14 de março de 2010

Nostalgia... Saudade conformada


As pessoas sempre confundem os sentimentos de nostalgia e saudade, pensam que é a mesma coisa. Não é. Nostalgia dói mais que saudade, mais que bater com a porta nos dedos, mais que cólica de rim. Nostalgia é como o fim do dia: a única saída é se conformar, já foi. Saudade a gente aguenta, inquietamente, e logo a gente cura.

Saudade a gente sente quando entra em um ônibus para ir embora, saudade da pessoa amada que fica, mas sabe que vai voltar a vê-la. Nostalgia é quando após alguns anos, você se lembra desse momento, que às vezes até se repete, mas não é a mesma coisa...
Saudade é quando o ser amado foi embora, mas o amor ainda ficou. Nostalgia é quando o amor também se foi...

Saudade a gente sente quando deixa os pais em casa e vai morar sozinho, em qualquer canto desse mundo. Nostalgia é quando a gente lembra de quando eles jogavam bola ou brincavam de boneca com a gente...
A gente sente saudade da vovó, que mora longe e cada vez que a visitamos ela aparece com um monte de comidas gostosas. Nostalgia é quando já não se tem a vovó, mas ainda sentimos o gostinho das guloseimas que ela fazia...

Saudade a gente tem de um amigo que se mudou para outra cidade ou país. Nostalgia é o que sentimos ao lembrar das brincadeiras de quando éramos crianças, e saber que agora quem brincam são seus filhos...
A gente sente saudade da nossa casa quando viaja e fica um tempo fora. E nostalgia quando a gente lembra de tudo o que viveu ali, na casa agora abandonada...
Saudade a gente pode ter de um brinquedo, de andar de bicicleta. Nostalgia é o que sentimos quando nos lembramos de como era simples e feliz nossa infância...

Temos saudade de sentar na varanda à tarde com nosso avô e ficar jogando conversa fora. E nostalgia quando o avô se vai, anoitece, e esse momento não se repete mais.
Sentimos saudade dos nossos cachorros quando passamos um fim de semana fora. Nostalgia, quando lembramos deles pulando na gente, mas só vemos a casinha que está vazia.

Saudade é um sentimento urgente, nostalgia não tem solução: a gente só se conforma. Saudade é a ausência provisória de alguém, nostalgia é a ausência eterna de um momento.
“Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença” – dizia Lispector. Então, nostalgia é quando toda a comida cessou...

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010


Resposta ao meu amigo Leandro, que despejou em seu blog (separaprapensa.wordpress.com) toda a sua ira contra nós mulheres, seres tão plácidos e sentimentais...

Não é um manual de instruções, já que temos nossas peculiaridades, mas alguns comportamentos são universalmente explicáveis. E vocês, homens... entendem sobre economia, política, equações, matemática, tecnologia, mas desconhecem o comportamento e o coração feminino que é tão simples. Incrível!
Primeiramente, você disse que ia tentar não falar apenas sobre sexo. Por que mesmo? Mulheres pensam em sexo com a mesma compulsão que vocês, machões. A diferença é que não demonstramos isso, não lemos revistas pornográficas e não fazemos disso a principal conversa em uma mesa de bar.
Por que temos tantos sapatos? Bom, gostamos de ter opções, da mesma maneira que temos muitos vestidos e vocês tem muitas gravatas. Agora eu pergunto: Por que se interessam tanto por temas completamente desinteressantes, como marcas de carros, por exemplo?
E não vai se atrever a falar de TPM por quê? Uma coisa tão simples... São apenas 7 dias onde queremos estar longe de tudo e de todos. Você tem duas opções: se amarrar em um poste até a tempestade passar ou ir até a chocolateria mais próxima. E outra, é só uma vez por mês que ficamos exatamente como vocês são todos os dias!
Não generalize quando falar que toooodas as mulheres “amam” novelas. Eu não gosto! Mas mesmo que gostasse, tenho argumentos para isso: Novelas emocionam, e mulheres têm necessidade de “chorar por amor”, assistir filmes comoventes ou escrever romances. Somos sentimentais, delicadas, transparentes, diferentes de vocês que são impressionantemente corajosos diante dos insetos, mas não tem a mesma coragem para chorar no cinema!
E agora eu pergunto, por que gostam tanto de esportes? Para vocês o futebol de final de semana é tão importante quanto uma religião!
Quanto ao BBB, tenho certeza de que a maior audiência fica por conta dos telespectadores do sexo masculino, classe que vive orbitando ao redor do corpo feminino. Lá no BBB, sabemos que sobra mulher siliconada de biquíni!
(...) “E ficam querendo caras perfeitos, inteligentes, bonitos, ricos, dedicados… Mas saem com o primeiro descoladinho que aparece na frente de vocês (...) ” Logo, se saímos como o primeiro “descoladinho”, é porque conformamo-nos que este cara cheio de qualidades realmente não existe!
Não, não! O amor não é mesmo aquilo que te deixa sem ar (Ainda bem, pois se fosse, levaríamos ao pé da letra a expressão “morrer de amor”)... O fato é que dificilmente os homens entenderão o que é isso, visto que cada vez que dizemos “eu te amo” a um deles, sempre vão pedir para que a gente explique exatamente como.
Nós enjoamos das pessoas? Não, querido, nós enjoamos das AÇÕES de algumas pessoas... Como por exemplo, enjoamos de pedir pra vocês não jogarem a toalha molhada sobre a cama ou de pedir para abaixar a tampa do vaso sanitário... E sabe de uma coisa? Vocês são muito impacientes!
E não somos malvadas, nem vingativas, nem nada... Vocês que às vezes se acham espertalhões e capazes de nos “passar a perna”. Não se esqueçam que nós, mulheres, já nascemos detetives e aos nossos olhos todos os homens são suspeitos. E a gente acaba descobrindo tudo, tá? É só uma questão de tempo!
Como assim “Chega um dia em que querem casar”? Não, benhê, nem todas as mulheres querem ter filhos e um marido. Algumas desejam apenas animais de estimação e orgasmos sem compromisso...
"As mulheres existem para que as amemos, e não para que as compreendamos"
Oscar Wilde

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Para um 2010 nota 10!


É hora de começar a se despedir de 2009... Para muitos pode ter sido um ótimo ano, para outros nem tanto! E sempre terão as exceções que dirão: Ahhh sei lá... foi mais ou menos!

Para mim foi bom, apesar dos percalços e picardias do destino... Mas vamos olhar para o que há de positivo, não é? Eu concluí minha faculdade, fiz muitos amigos (infelizmente alguns inimigos também), conheci pessoas maravilhosas que, ficando ou não na minha vida, já se tornaram fios na teia da minha história...

Costumamos, em dezembro, fazer uma lista com todas as coisas que desejamos realizar no ano vindouro, mas às vezes essa lista fica jogada na gaveta e acabamos tendo um ano exatamente como o anterior, “vivendo” apenas mais 365 dias...

Sabemos que não é apenas uma data no calendário que vai mudar nossa vida, são nossas ATITUDES que farão - ou não - a diferença. Nunca teremos um Ano realmente NOVO se copiarmos os erros dos anos velhos...

Vamos então planejar para cumprir, sonhar para realizar, parar de procurar todas as respostas, de pensar tanto no futuro ou viver chorando pelo que passou... Vamos fazer a vida valer a pena AGORA! Lembrar dos nossos compromissos, mas sem se esquecer do que realmente importa, vamos cair, levantar, aprender e RECOMEÇAR quantas vezes for preciso.

2010 tá chegando aí, cheio de novidades! As coisas podem ser mais simples e MELHORES do que parecem, mesmo que imperfeitas. Podemos levar “portadas” na cara e não conseguirmos ter uma vida igual a dos comerciais de margarina, mas é PROIBIDO DESISTIR de tentar.

Não existem barreiras intransponíveis. ACREDITAR sempre em você! Pode ser a palavra-chave para abrir mais um ano maravilhoso em sua vida! E como costumo dizer, um 2010 LINDÃO pra vocês!


Para encerrar, uma receita de Ano Novo dada pelo poeta Carlos Drummond de Andrade:


"Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido
(mal vivido ou talvez sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser,
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?).
Não precisa fazer lista de boas intenções

para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar de arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto da esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um ano-novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre!"


terça-feira, 17 de novembro de 2009

All Star Vermelho


Ahh... "estranho mesmo seria se eu não me apaixonasse por você",
Como dizia em uma música que eu ouvi esses dias...
Será mesmo que opostos se atraem,
Ou linhas paralelas se encontram no infinito?
Não sei, tenho pago pra ver...
Só sei que meu All Star vermelho preferido,
Nem combina com seu terno ou sua gravata azul marinho...
Mas por você, eu até posso pintar ele!
=)

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Vida em Revista



Bem, como sabem, terminou meu tempo de estágio na Prefeitura. Estou agora estagiando na Revista deste grandíssimo centro urbano (Jales), com diagramação, publicidade e afins. Enfim, agora na minha área, embora ficar por aqui não esteja nos meus planos. E diria que não é apenas um estágio, é um teste de paciência!

Estava tudo muito bonito, muito bacana, muito legal, até deparar-me com os primeiros contratempos nesta última semana: “Clientes pé no saco”. Essas pessoas mal-educadas ou que não sabem o que querem e fazem você mudar o layout 357 vezes em um dia. Pessoas são extremamente complicadas! Perguntei-me nesta semana, pelo menos umas 3 vezes, o porquê de não ter dado continuidade ao meu sonho de ser médica legista. Certamente, nunca teria problemas com meus futuros clientes. Absolutamente, nunca reclamariam do meu trabalho. Mas, como tudo na vida tem um porquê, eu estava predestinada a ser publicitária.

Bem, na verdade, eu posso a qualquer momento trabalhar vendendo côcos em alguma praia por aí. Cabeça fresca e tals, um futuro promissor.

Entretanto, estou aprendendo muito! Um pouco mais de Photoshop, Indesign, Corel, e principalmente um pouco mais a arte da paciência. Sempre fui uma pessoa calma, até me “tirarem do sério”. Mas lá estou, percebendo como tudo é realmente muito corrido e com prazos curtíssimos. Quando estagiei em em São Paulo, me assustei com a correria e imaginei: “Pô, é assim porque é uma empresa grande e pá, em outras agências deve ser muito mais fácil”. Me enganei, claro. Mas foi isso que eu escolhi.

E durante esses dias, em meio à correria, quando se aproxima o fechamento da edição, quando você tem menos de 24 horas pra entregar tudo prontinho, é que a gente sente aquele desespero, aquela vontade imensa de espancar o chefe, o cliente, o concorrente, que você sente que seus nervos já estão a "flor da sua pele", que você sente vontade de gritar e de bater com sua cabeça na parede perguntando-se porque não seguiu a profissão que a sua avó queria de professora de primário, aguentando diabinhos, ou porque não concluiu o curso de enfermagem e casou-se com um médico milionário como Dr. Hollywood.

E sabe por que, ainda assim, eu escolhi trabalhar com isso?
Porque é impagável ver seu produto chegar lindão da gráfica, tudo alí prontinho, aquilo que você trabalhou arduamente durante dias para construir! Porque é gratificante as pessoas abordarem você na rua dizendo o quanto gostaram do seu trabalho. Porque o pessoal gosta mesmo, elogia. Porque pouca gente sabe o quanto a gente se esforça. Porque a gente trabalha até as 11 da noite mas tem direito a pausa pra pizza (com uma pitada de brainstorm)! Porque publicitário PODE “se achar o cara” com tudo isso.

E eu amo publicidade. Porque eu amo ter idéias de madrugada e anotar num papel pra colocar em prática no dia seguinte, porque eu adoro ver outdoors nos grandes centros urbanos também, porque eu choro inclusive assistindo comerciais de ração pra cachorros, porque eu amo arte. Porque a gente pensa, que de alguma forma, pode mudar o mundo ou pelo menos tocar o coração de algumas pessoas (mesmo que os clientes “pé-no-saco” não estejam incluídos nessa lista), porque a gente gosta de ser diferente e fazer a diferença. Porque fazer tudo isso, não envolve apenas criatividade, envolve entusiasmo, amor, emoção, suor, inspiração, noites sem dormir, e o principal: PACIÊNCIA!


Publicidade também é uma arte!

sábado, 17 de outubro de 2009

Mude


Mas comece devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade.
Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho, ande por outras ruas,calmamente,observando com atenção os lugares por onde você passa.
Tome outros ônibus.Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os teus sapatos velhos. Procure andar descalço alguns dias.
Tire uma tarde inteira pra passear livremente na praia, ou no parque,e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda.
Durma do outro lado da cama...depois, procure dormir em outras camas.
Assista a outros programas de TV, compre outros jornais... leia outros livros.
Viva outros romances.
Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.Durma mais tarde.
Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes, novos temperos, novas cores, novas delícias.
Tente o novo todo dia,o novo lado, o novo método, o novo sabor, o novo jeito, o novo prazer, o novo amor, a nova vida.
Tente.Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.
Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes,tome outro tipo de bebida, compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado... outra marca de sabonete,outro creme dental...tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores
Vá passear em outros lugares.
Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes.
Troque de bolsa, de carteira, de malas, troque de carro, compre novos óculos, escrevas outras poesias.
Jogue fora os velhos relógios, quebre delicadamente esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros, outros teatros, visite novos museus.
Mude.
Lembre-se que a vida é uma só.
E pense seriamente em arrumar um novo emprego,uma nova ocupação, um trabalho mais light, mais prazeroso, mais digno, mais humano.
Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as.
Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa, longa, se possível sem destino.
Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores do que as já conhecidas.
Mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança, o movimento, o dinamismo, a energia.
Só o que está morto não muda!
Edson Marques

domingo, 27 de setembro de 2009

"Não existe desespero tão absoluto quanto aquele que surge nos primeiros momentos de nosso primeiro grande sofrimento, quando não conhecemos ainda o que é ter sofrido e ser curado, ter se desesperado e recuperado a esperança."

Um homem e uma mulher vivem uma intensa relação de amor, e depois de alguns anos se separam, cada um vai em busca do próprio caminho, saem do raio de visão um do outro. Que fim levou aquele sentimento? O amor realmente acaba?
O que acaba são algumas de nossas expectativas e desejos, que são subtituídos por outros no decorrer da vida. As pessoas não mudam na sua essência, mas mudam de sonhos, mudam de pontos de vista e de necessidades, principalmente de necessidades. O amor costuma ser amoldado à nossa carência de envolvimento afetivo, porém essa carência não é estática, ela se modifica à medida que vamos tendo novas experiências, à medida que vamos aprendendo com as dores, com os remorsos e com nossos erros todos. O amor se mantém o mesmo apenas para aqueles que se mantém os mesmos.
Se nada muda dentro de você, o amor que você sente, ou que você sofre, também não muda. Amores eternos só existem para dois grupos de pessoas. O primeiro é formado por aqueles que se recusam a experimentar a vida, para aqueles que não querem investigar mais nada sobre si mesmo, estão contentes com o que estabeleceram como verdade numa determinada época e seguem com esta verdade até os 120 anos.
O outro grupo é o dos sortudos: aqueles que amam alguém, e mesmo tendo evoluído com o tempo, descobrem que a parceira também evoluiu, e essa evolução se deu com a mesma intensidade e seguiu na mesma direção. Sendo assim, conseguem renovar o amor, pois a renovação particular de cada um foi tão parecida que não gerou conflito.
O amor não acaba. O amor apenas sai do centro das nossas atenções. O tempo desenvolve nossas defesas, nos oferece outras possibilidades e a gente avança porque é da natureza humana avançar. Não é o sentimento que se esgota, somos nós que ficamos esgotados de sofrer, ou esgotados de esperar, ou esgotados da mesmice. Paixão termina, amor não.
Amor é aquilo que a gente deixa ocupar todos os nossos espaços, enquanto for bem-vindo, e que transferimos para o quartinho dos fundos quando não funciona mais, mas que nunca expulsamos definitivamente de casa.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Aprendendo aos poucos...


Postando hoje uma das pequenas reflexões que escrevi este ano.

Tenho 22 anos. Não dá pra saber tudo sobre a vida com essa idade. Porque eu acho que ainda não vivi nem a metade. Não sei!
Presto atenção nas poucas experiências que tive, para que me sirvam de lição. As dolorosas são as que mais ensinam, mas também não posso esquecer das boas.
Talvez a que mais em ensinou, foi a experiência do perdão. É fato que todo mundo um dia vai te machucar, e que você tbm vai machucar alguém. Logo, se não existisse o perdão, viveríamos em guerra constante com o mundo e com nós mesmos. Não cultive raiva, as pessoas mudam e as promessas sempre são quebradas. Aprenda a ser humilde.
Lute. Se vc desiste de lutar pelo que quer, sua vida acaba perdendo o sentido. Sonhe alto, sem medo. Mas não se compare a outras pessoas, e sim com o melhor que vc pode ser.
Não se sinta culpado por não ter feito as coisas diferentes do que fez. Se o tempo voltasse, vc faria do mesmo jeito, pois geralmente era a única forma que vc podia ter feito no momento. Ninguém é vitima nem culpado.
Dor ou tristeza? Não há quem nunca tenha sentido. Porque, de uma forma ou de outra, sempre perdemos alguém que a gente ama. O sofrimento não é “opcional” como dizem. Ele é inevitável e às vezes intenso! Mas ele passa... pode até voltar a latejar em dias chuvosos, mas depois da chuva, vem o sol novamente.
Não é feio nem vergonhoso chorar, é apenas uma forma de expressar o que sentimos.
Amizade. Talvez, na Terra, seja a palavra mais importante. Ninguém pode viver sozinho, é necessário dividir as as alegrias e as tristezas.
Ainda tenho muito a aprender sobre a felicidade, mas posso falar o que sei sobre a alegria. Sei que ela não está em limusines, nas festas caríssimas ou em ternos Armani. Mas sim nas pequenas coisas, como estar com que a gente gosta, olhar o pôr-do-sol, se entupir do chocolate preferido, ficar horas a fio com os amigos, brincar com os cachorros, ganhar uma flor roubada ou deitar no chão e ficar horas olhando para o céu, esperando ver uma estrela cadente.
Quanto ao amor, é algo tão grande, tão amplo e desconhecido, que eu prefiro nem falar muito sobre isso. Talvez apenas lembrar que com a mesma letra que se inicia a palavra “Amor”, também se inicia a palavra “Adeus” e que não tem remédio pra isso, a não ser o tempo. Mas posso falar sobre paixão, que é aquilo que sentimos sempre que fazemos algo que gostamos.
Sobre a morte, a única coisa que sei é que ela vai chegar, não posso dizer quando nem onde. Deveríamos nos preocupar com ela, de modo a nunca deixar para depois o telefonema que devemos dar agora.
Olhe nos olhos das pessoas, antes de olhar para as roupas que elas vestem. Assim vc vai saber muito mais sobre ela, e vai evitar enganos com falsas aparências. E aceite as pessoas como elas são, saiba que muitas vezes nem desconfiamos dos traumas e dores que cada uma carrega na alma, e acabamos julgando-as equivocadamente.
Não me preocupo tanto como antes. Geralmente quando uma porta se fecha, outra abre, e viver é um eterno aprendizado. Além disso, parafraseando Luis Fernando Veríssimo, devemos desconfiar do destino, e acreditar mais em nós!
E o tempo não pára!!!

“...e depois de todas as tempestades e naufrágios o que fica de mim e em mim é cada vez mais essencial e verdadeiro...”

domingo, 9 de agosto de 2009

Peixes... o último!


Vou falar hoje sobre o quanto eu ODEIO ser do signo de peixes.
ODEIO ser peixes. E tenho bons motivos pra isso. Você, pisciano ou não, vai acabar concordando comigo.
Piscianos vivem nadando, geralmente para baixo, quanto mais fundo, melhor. É quase um ser abissal. É um signo que costuma se sacrificar pelos outros, e na maioria das vezes, se fode.
Piscianos tem tendência a depressão. Se não bastasse isso, ainda damos uma forcinha para a situação. Se estamos tristes, a tendência é se trancar no quarto e ficar ouvindo as músicas mais depressivas do "playlist". E chorar. Como pisciano chora! E sofre! E gosta de sofrer.
Talvez por isso piscianos muitas vezes se tornam poetas ou artistas.
Temos muitos amigos sim. Mas nossos melhores amigos as vezes são aqueles comprimidinhos que só compramos com receita médica. Ou então aquelas coisas geladas que encontramos nos bares da vida (Não é o meu caso, nem bebo!). Ah claro, o chocolate também (Aí sim!).
Peixes é o signo do povo da noite, do que eu denomino "lado B", daquilo que destrói. E se autodestrói. Se ele sabe que lá pode ter algo pra te machucar, é lá que ele vai (mas eu to mudando isso em mim). Fora uma "quedinha" que temos pelo pessimismo. Só para constar, Schopenhauer era pisciano!
E somos sensíveis. Choramos por tudo: pelas crianças que não foram adotadas, pelos idosos que estão no asilo, pela morte do cachorro da prima da sua vizinha, pelo final do filme que não foi feliz. Adoramos chorar.
E como somos bobos. Fazemos o trabalho dos outros pra ajudar, e nos sacrificamos, e mudamos até de país se for para o bem da humanidade, e tomamos na cabeça, e não aprendemos.
E sofremos também com o problema alheio, e tomamos dores, e esquecemos da vida própria, e nos ferramos de novo, porque daí esquecemos de pagar as contas, de dar comida ao cachorro, de estudar para a prova da faculdade...
E vivemos no mundo da lua. Odeio essa mania de ficar imaginando histórias de amor, príncipes que nunca vão chegar, lugares que só vou conhecer se ganhar na mega sena, e de ficar se colocando no lugar da atriz do filme que sempre tem um final feliz. E depois chorar litros quando cair na real.
E até tentamos ser otimistas e aplicar na vida real a frase "A felicidade está dentro de nós". Tentamos sim. E quando estamos quase conseguindo sempre vem algo pra estragar todo o sacrifício: morre o peixe de estimação, somos deserdados, perdemos o emprego, ou levamos um pé na bunda do namorado, ou descobre que é corno, ou vê no Jornal Nacional que milhões de crianças estão morrendo de fome na Somália. Assim não há coração que aguente!
E também não sabemos dizer não. E não sabemos brigar de verdade, e logo estamos conversando com quem nos mandou tomar no "naquele lugar" um minuto atrás. E depois reclamamos que somos vítimas da situação, da vida, do contador, do patrão e até do filho que ainda não nasceu. Geralmente somos vítimas mesmo.
Tá vendo porque odeio ser pisciana? Agora estou aqui, ouvindo Kate Perry. Isso, bem aquela música que diz: "Thinking of you". E comendo chocolate. Pensando no que fazer da vida...
A única vatagem de ser peixes é que, segundo astrólogos, estamos na nossa última encarnação.

Hasta la vista, mundo cruel!

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Quando o vento mudar...


Nestas últimas semanas a dúvida tomou conta de mim. É como aquela propaganda da operadora OI, que diz “Should I Stay or Should I Go?”. Eu deveria ir ou ficar? Abandonar meu estágio de dois anos por um estágio de um mês em São Paulo, ou continuar na Assessoria de Imprensa? Por um lado a segurança e conforto que tenho aqui, por outro, o primeiro passo para realização de um sonho, afinal, um estágio na CTO publicidade certamente contaria muito no meu currículo. E São Paulo sempre foi pra mim a “Cidade dos Sonhos”.
Pensei, pensei, pedi opiniões, pensei de novo, mas o poder de decisão sempre foi meu ponto fraco, até para escolher o sabor do sorvete. Comecei então a prestar atenção nos sinais (devo estar lendo muito Paulo Coelho...)
Engraçado que os sinais sempre aparecem quando você está atento a eles. Além do horóscopo sempre favorável (falando sobre coragem para novos rumos e que é o momento para lutar pelo que se deseja), hoje pela manhã, quando abri o jornal, me deparei com um texto bem interessante, de um psicólogo chamado Oswaldo Longo Junior:

“Quando estamos presos em uma ilha, náufragos após uma tempestade do destino, então devemos nos preparar para a necessidade de um dia tentar sua partida.
Dia após dia viveremos o dilema eterno de ficar, não arriscar novas tentativas de vida e contar com o que estamos nos acostumando a ter ou sair.
Ir embora e ter pela frente aquele imenso mar azul, sem saber ao certo aonde chegaremos depois dele, se é que um dia chegaremos.
Vivemos dias incertos, não existe mais segurança, e quando o vento mudar sua direção, então esse é o sinal para deixarmos tudo e arriscarmos novas terras.
Em meio à crise, crie! Esta frase pode ser algo inteligente se soubermos aproveitar as novas oportunidades.
Quando a hora chegar, então talvez seja o momento de trilhar novos caminhos, buscar espaços nunca vistos e contar com o apoio de quem sempre esteve ao seu lado em sua ilha.
Transformações são reformas muitas vezes forçadas, mas que podem trazer grandes vantagens no futuro.
O medo pode deixar você na ilha. A proteção da mesma até acalma, mas você sabe que ali não é o seu lugar e que, se realmente você que continuar vivo, então terá que navegar.
Fique atento aos ventos, aceite os novos desafios, e se possível, vá atrás de seus motivos essenciais para continuar a viver.”

E como sempre digo: “Não tenho medo de tempestades, pois estou aprendendo a navegar meu barco!”


ACHO que está decidido!