"Democracia é oportunizar a todos o mesmo ponto de partida. Quanto ao ponto de chegada, depende de cada um."
Este não é o tipo de texto que costumo postar aqui e tampouco pretendo começar a falar sobre política no meu blog. É apenas uma exceção devido à fase que atravessamos. O fragmento que segue abaixo da breve introdução (O voo 0666) é de autoria de Rubem Alves, e retirei de um de seus livros que li há pouco.
Mais do que defender a “democracia” e o candidato que você escolheu, é importante estar atento, saber avaliar quem realmente está preparado e tem competência para governar o país. E tentar fazer do Brasil um lugar melhor é compromisso que deve sobrelevar a “fidelidade partidária”.
Acho que a democracia perde um pouco o sentido quando passa a contabilizar mais pessoas disputando quem tem o melhor candidato do que pleiteando seus verdadeiros ideais. Competência para comandar um país vai muito além de um nome e/ou uma sigla.
É preciso cultura, conhecimento, pulso. Às vezes acho necessário, e até inteligente, ignorar o que dizem as pesquisas, afinal, “seguir a boiada” nem sempre é a atitude mais sensata. É preciso pensar com a própria cabeça: abandonar o comodismo, ser curioso, pesquisar, investigar.
Nesses meses que antecedem as eleições é bom inferir sobre nossa liberdade eleitoral, estar por dentro de tudo o que acontece, com todos os candidatos. Que esse pequeno texto o leve a uma breve reflexão e o ajude a fazer a escolha certa. Porque quem reflete pouco, acaba errando muito.
O voo 0666
Mais do que defender a “democracia” e o candidato que você escolheu, é importante estar atento, saber avaliar quem realmente está preparado e tem competência para governar o país. E tentar fazer do Brasil um lugar melhor é compromisso que deve sobrelevar a “fidelidade partidária”.
Acho que a democracia perde um pouco o sentido quando passa a contabilizar mais pessoas disputando quem tem o melhor candidato do que pleiteando seus verdadeiros ideais. Competência para comandar um país vai muito além de um nome e/ou uma sigla.
É preciso cultura, conhecimento, pulso. Às vezes acho necessário, e até inteligente, ignorar o que dizem as pesquisas, afinal, “seguir a boiada” nem sempre é a atitude mais sensata. É preciso pensar com a própria cabeça: abandonar o comodismo, ser curioso, pesquisar, investigar.
Nesses meses que antecedem as eleições é bom inferir sobre nossa liberdade eleitoral, estar por dentro de tudo o que acontece, com todos os candidatos. Que esse pequeno texto o leve a uma breve reflexão e o ajude a fazer a escolha certa. Porque quem reflete pouco, acaba errando muito.
O voo 0666
“Senhores passageiros do voo 0666, Paris-São Paulo, da TARIG, linhas aéreas democráticas”. A voz soou metálica na sala do aeroporto onde os passageiros aguardavam o início do embarque. Cessaram imediatamente as conversas, fez-se silêncio e os passageiros trataram de prestar atenção nas instruções que se seguiram. A voz continuou: “A TARIG, linhas aéreas democráticas, no esforço para democratizar os seus serviços, avisa os senhores passageiros que dentro de alguns minutos terá início uma assembleia livre soberana para a escolha democrática do piloto que comandará o voo Paris-São Paulo.
Os candidatos poderão se inscrever no balcão da empresa devendo, para isso, preencher as seguintes condições: (1) ser maior de idade; (2) dar prova de ser capaz de assinar o nome”. Fez-se um grande silêncio na sala de embarque. Os passageiros, olharam uns para os outros, incrédulos, pegaram suas bolsas, pastas e mochilas e em silêncio deixaram vazia a sala da TARIG, linhas aéreas democráticas, e foram em busca de uma linha aérea que, sem ser democrática, fosse inteligente e que escolhesse seus pilotos por competência e não por voto da maioria.



"De todos os meios de expressão, a fotografia é o único que fixa para sempre o instante preciso e transitório. Nós, fotógrafos, lidamos com coisas que estão continuamente desaparecendo e, uma vez desaparecidas, não há mecanismo no mundo capaz de fazê-Ias voltar outra vez. Não podemos revelar ou copiar uma memória."





